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sábado, 21 de abril de 2012

A ORQUÍDEA QUE PRECISAVA DE UMA IDENTIDADE.



Semana passada  encontrávamos , o Belo e eu, em Santa Maria. Seguindo uma lista de tarefas comentou que teria que ir até a Universidade retirar um livro para uma pesquisa. E como ele gerencia seus trabalhos ...como gostaria de ser eu assim...administrar deveres em tempo certo.  Mas, mesmo sendo um pouco atrapalhada, sem pestanejar  imaginei logo : bem que ele poderia adquirir substrato para nossas orquídeas. Elas estão carentes! Sabia que no trajeto  passaria por  um a floricultura que vendia o produto. Não pensei duas vezes e logo fui pedindo mesmo sabendo que ele teria que parar no trajeto e desviar um pouco a rota. Quando retornou, tal foi minha surpresa: apareceu ele com sacos de substratos e mais uma orquídea. Lindíssima! Exótica! Bem da cor do vinho que ele gosta. Então falei: não te disseram o nome dessa mimosa? É linda e isso basta...não? Não, eu sou Maria...Maria são muitas...só que tenho um sobrenome. Parti para uma pesquisa. Procura  daqui...de lá  ...e nada! Como é chato e difícil olhar figurinhas ...comparar fotos. Procurar algo no meio do nada ou...do tudo. De repente surgiu uma idéia: tem um blog que estou seguindo que o dono é um senhor português que tem um orquidário. Quem sabe ele não me ajudaria?Foi então que entrei, com muito receio e expectativa, em contato com ele. Muito gentil, logo respondeu: Amiga esta é uma Miltássia Royal-Doble-Diplomat..um grande abraço ....José Antonio Nunes Almeida.
Mais uma vez, muito obrigada Antônio. Agora se tornou bem mais fácil saber mais sobre  ela. A Mitássia  Royal é um híbrido intergenérico, ou seja: uma planta resultante do cruzamento entre orquídeas de espécies diferentes, dentro do mesmo gênero. Neste caso a Miltonia é uma Brassia. 
Agora as dúvidas: ???????
. Miltassia Royal Robe  -cruzamento de  Miltassia  Erachne x Miltonia Sangue Seminoli  -
Produz flores de duas até três vezes por ano. As flores tem aproximadamente seis polegadas .  Tolera variações de temperatura.
."Diplomat" Miltassia Real Robe - cor vinho de Borgonha. Os lábios são grandes e de cor clara e aveludada. Como o nome sugere, elas lembram o 'manto rainha - atraiu os entusiastas de orquídeas em todo o mundo. 



Fontes

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A flor que veio saudar




Lindas flores! Formam um buquê... Não parecem estrelas? Penso então em fogos de artifício...penso na virada do ano...em Réveillon ...em DESPERTAR. Talvez elas queiram se mostrar para dar uma saudação ao ano que vai se iniciar . Com essas lembranças e apreciando as formas da flor, fico a sonhar: querendo mudar...pular sete ondas, usar roupa branca...comer sete uvas...
Ao apreciar a beleza das pencas, com tanta vida, lembrei também de Adélia Prado quando fala das roseiras em uma de suas poesias (meditação à beira de um poema):"Jóias vivas em pencas...”Não parece uma jóia essa flor?Não parece um doce de açúcar para festejar algo?”
Assim como a flor despertou e me saudou com sua rica beleza, eu agora a ofereço a você leitor, desejando que o ano que se inicia seja repleto de muita paz...amor...prosperidade...saúde...felicidade. Que seja recheado de boas mudanças. Feliz Ano Novo!

A flor-de-cera ,cerinha ou flor de porcelana é originária da Ásia e Austrália. É uma trepadeira perene, considerada como cipó, de textura semi-herbácea e ramagem pouco ramificada e ciclo de vida perene. Apresenta folhas opostas, coriáceas, carnosas e espessas. As inflorescências são do tipo umbela, axilares, pendentes, como pequenos buquês carregados de flores brancas a rosadas em forma de estrela e delicadamente perfumadas. A floração ocorre na primavera.Apresenta crescimento relativamente lento não exigindo muito cuidados. Gosta de locais úmidos e pouco sol. Pode ser plantada em canteiros, vasos e jardineiras. Necessitam de um suporte que pode ser fios paralelos, treliças ou grades. A consorciação com outras plantas não costuma dar muito certo, pois ela é um cipó, uma liana que vai se enrolando nas outras plantas perto. Os ramos sem flores não devem ser podados pois florescerão no próximo ano.Em regiões de clima frio, pode ser cultivada em estufas. Multiplica-se por estaquia ou alporque (alporquia).

Classificação:
Reino: Plantae
Divisão:Angiospermae
Classe: Eudicots
Ordem:Gentianales
Família: Apocynaceae / Asclepiadaceae (Observação: Alguns pesquisadores após estudos de filogenia fazem recomendações de que as plantas da Família Asclepiadaceae sejam consideradas como pertencentes à Família Apocynaceae. (Souza,Vinicius & Lorenzi Harri .Botânica sistemática. Plantaram, N.Odessa, 2000).)

Nome Científico: Hoya carnosa

Sinonímia: Asclepias carnosa, Hoya australis, Hoya motoskey
A segunda foto, mostrando a ramada do cipo tirei do blog:
lucia1000.blogspot.com
FONTES:
lucia1000.blogspot.com
http://www.jardineiro.net/br/banco/hoya_carnosa.php
http://www.fazfacil.com.br/jardim/trepadeira_flor_de_cera.html
http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A27flordecera.htm
http://meuquintal.blogspot.com/2010/12/flor-de-cera.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hoya_carnosa

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A notícia da feira






O telefone toca...toca... só pode ser o Bello querendo saber se já estou pronta com as compras. Ele é muito rápido e é específico na escolha do que se propõe. Neste dia cada um saiu para um lado. Cada um faz o que quer, como diz o nosso neto Nani. Cada um tomou um rumo diferente. Mas bem, o que queria ele no celular?
-Oi! Onde estas?- Renner...por?
- tem uma exposição de orquídeas aqui perto do popular shopping Independência.
- Vem dar uma olhada. Vale!
- Com certeza, vou até ai. Desliguei o telefone e...muita presa.
-Correria...correria...final das compras para o Natal ...para os amigos, colaboradores....amigo secreto...bem e é claro,para o maridão e a “mamma”. Essa com certeza, tenho que escolher a “dedo”.Será que vai sobrar tempo para ver flores? Que nada, é claro que vai. Impossível saber que tem uma exposição pertinho...pertinho e não apreciar...adquirir.Rápido! Rápido pequena mocinha, com esse pacote. Que coisa mais lerda! Já é muito tarde, tenho compromissos. E ela nada, parece que fazia por gosto: cada vez mais vagarosa. ..mais lenta. Uma Lesma! Como falta mão de obra...como faltam profissionais!!!Já são quase onze horas e eu ali esperando e ali... logo mais na rua...Mas valeu, e como! Foi, e tenho quase certeza, a notícia da feira, o melhor presente. Escolhi com carinho. Após olhar muitas espécies percebi: esta aqui, amarela, tão delicada, não temos. Moço! Vou levar essa. Quanto? Ai meu Deus! Poderia ser menos...mas que nada...Pequenas coisas...pequenos gestos...tudo que tem amor, vale a pena.E agora: “Vou me embora ...tenho muito o que fazer”.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A planta que se enfeitou para o Natal





À tardinha, ao cair do sol, fomos apreciar um coral nas escadarias da Catedral da Arquidiocese de Santa Maria. Foi um privilégio, presenciar bem pertinho. Foi divino! A noite passou, chegou o dia seguinte e eu sempre lembrando as músicas. Pela manhã, saí para olhar o jardim, acompanhada pelo som que teimava em ficar em meus ouvidos. Olha daqui, olha dali...admirando flores e suas cores...quando uma delas me chamou a atenção pelo seu formato arredondado. Mas por que aquela forma? Várias florezinhas juntas formando uma bola. Pensei...repensei ...fiquei por ali “remoendo” quando de repente, sem ao menos esperar, caiu a ficha: não a ficha de jogo nem de telefone, não, é provavelmente, o que você está pensando. E mesmo que talvez você seja dos últimos tempos – dos cartões – e não das usadas antigamente nos orelhões dos telefones públicos. É uma idéia que clareou em minha mente. É uma metáfora! Deduzi que a forma da flor é por estar se preparando para o Natal. E como! Não esperou o Natal chegar...foi se enfeitando aos poucos.Daí fiquei refletindo: e se nós também nos prepararmos para o Natal...para o Ano Novo. Se mudarmos agora...sabe mudar aquelas coisas que perturbam e que sempre estamos dizendo: ah,já decidi, depois do Natal ou depois do Ano Novo vou fazer...eu vou mudar. Mas não tem Ano Novo se não mudarmos. O novo poderá chegar mais cedo...depende de atitudes...de preparação...assim como a flor em forma de bola enfeitando a planta para as festas natalinas. Oxalá, podermos mudar...ter ações também diferentes, ter realmente um Ano Novo.
Não sei nada sobre esta flor. Dizem se tratar de uma flor do Japão: Hortência Japonesa?????????
SOCORRO! Se você conhece, diga-me o nome, por favor.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A flor que se vestiu de amor





Coitada! Tão humilde, se posta cabisbaixa com sua cor escura, parecendo estar de luto...enfim, a criatura vive sem graça. Hoje apareceu mais uma botando fogo pelas ventas ou assim como mula sem cabeça espirrando sangue. Credo! Que feio, não sei por que pensei assim, a vivente nunca cometeu sacrilégio...nem um pecadinho... nem se quer dormiu com o padre pra ser comparada com esses personagens mitológicos horrorosos. De repente...sei lá...pelo nome popular de dragão...pela cor, pelo jeito não verbal de se mostrar... como se se comunica. Resolveu se vestir assim de cor de vinho, puxado a sangue, tão diferente, por alguma razão muito importante a qual nem imagino...princípios da natureza. Oh Flor, minha flor, não te desprezo por te ver assim. De tanto te observar, até por espanto meu, estou te admirando ...te achando mais que um encanto no meu rico, belo e pequeno recanto. Me conquistou , já não te vejo de vinho...te vejo vestida de amor.

Conhecida como flor-dragão, flor-dragão-do-quênia, huérnia, húernia do quênia,dragon flower e fantasma.
É uma suculenta da família das Asclepiadaceae, a Huernia keniensis é originária da África, mais especificamente da Quênia. As flores, com cinco lóbulos, de forma exótica, surgem na base, são “sem graça” e de cor vinho escuro. Têm cheiro de carne em decomposição, o que atrai moscas, seus polinizadores, contudo o cheiro é tão fraco que normalmente não é sentido a menos que se a coloque diante do nariz. A floração ocorre na maior parte do ano. Tolera tanto o sol-pleno quanto meia sombra. Sob sol pleno ela se desenvolve menos, e seus ramos se tornam mais avermelhados como forma de se proteger da radiação solar. Quando plantada em vaso ela vai aos poucos tomando toda a área com suas novas brotações, expandindo a sua touceira. Os frutos, com o formato alongado, são um par de folículos que quando estiver maduro vai secar e começar a abrir. As sementes devem ser colhidas em breve - elas voam igual a semente de dente de leão (aqueles "balõeszinhos") só que maiores. As sementes podem ser plantadas em mini estufa. A propagação também pode ser por estaquia.
O gênero Huernia possui aproximadamente 60 espécies. O nome Huernia foi dado em homenagem a Justin Heurnius - 1587-1652
um holandês missionário com fama de ter sido o primeiro coletor no Sul Africano . Várias espécies de Huernia são consideradas alimentos pelos habitantes do sul da Etiópia .É encorajado o plantio pelos agricultores locais em paredes de pedra formando terraços.
. Reino:Plantae
• classe: Equisetopsida C. Agardh
• subclasse: Magnoliidae Novák Takht ex.
• superordem: Asteranae Takht.
• ordem: Gentianales Juss. ex Bercht. & J. Presl
• família: Apocynaceae Juss.
• Subfamilia : Asclepiadoideae
• género: Huernia R. Br.
• espécies: keniensis Huernia RE Fr.
(Tribus : Ceropegieae )
Fontes:
http://www.tropicos.org/Name/50143940
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Huernia_keniensis

http://database.prota.org/PROTAhtml/Huernia%20keniensis_En.htm
http://www.florestadesuculentas.com.br/blog/2009/06/huernia-keniensis/
http://marcuscorradini.blogspot.com/2008/05/huernia-keniensis.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Huernia

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A sorte da rainha






Quem te viu e quem te vê. Só eu que recuperei a rainha posso afirmar que se trata da mesma vivente. Estávamos ausentes quando ela, a dita cuja, não suportando mais o peso e a fadiga pelos seus vastos ramos, despencou com o seu xaxim e todo substrato, da ramada do pé de maracujá onde estava suspensa. Ficou debruçada no piso escaldante de cimento, sem água... nem mesmo uma gota de orvalho, sem carinho...sem cuidados...sufocada nas trevas. Ninguém via nem ouvia seu pranto nem seu lamento. Estávamos longe. Até então estava ela sobrevivendo mesmo com tantas carências. Um dia, por sugestão anterior, o pé de maracujá veio a baixo. Foi aí o sofrimento maior. O sacrifício total! Sendo ela pisoteada, amassada e coberta pelos ramos do pé inteiro de maracujá. Sabe lá quantos golpes levou com o furor do trabalhador. Foi amontoada junto com o estrupício do emaranhado total dos galhos da ramada. É lamentável não podermos estar sempre presentes e poder acompanhar o trabalho sugerido ou pedido. Como no final das podas e arrumações, por melhor que seja o jardineiro, sempre sobra algo para o dono. Então, mesmo um pouco desanimada com o que via, tive que colocar “ordem na casa”. Senti um frio no coração e uma pontada no peito ao ver o estrago feito com minha mimosa. Está morta! Não tinha mais esperança vendo o estado lamentável em que se encontrava. Mas não. Foi aí que ela teve sorte...quem diria que a desordem do jardineiro contribuísse para essa nobre causa: o transplante. Ela teve sorte? Não só ela... eu também. Ah, mas mesmo desnorteada, mas com muita emoção, juntei o que sobrou e plantei com muito cuidado. Hoje, muito viva e agradecida, ela nos oferece uma linda flor. Se posta com divino esplendor, forma graciosa e delicada, tornando mais colorido e harmonioso nosso recanto. Jardineiro, obrigada pelo estrago que fizeste.
Epiphyllum ( / ˌ ɛ p ɨ f ɪ l əm / ) do grego significa "sobre a folha". As flores parecem surgir diretamente das folhas. São conhecidas como Dama da noite, Rainha da Noite ou princesa. É um gênero de aproximadamente 19 espécies depífitas nativa da América Central e do Sul. Alguns cientista sugeriram que a epis híbrido com flores coloridas deveriam ter um nome próprio. Nada foi oficialmente decidido. Amadores e produtores continuam chamando de híbridos Epiphyllum , abreviando para epis. Produz flores vermelhas e é a mais familiar em coleções, com fantásticas flores coloridas que florescem durante o dia permanecendo abertas por até quatro dias. Na verdade, esses híbridos raramente envolvem espécies de Epiphyllum como um pai. Eles são principalmente híbridos dos gêneros relacionados, tais como Disocactus, Pseudorhipsalis e Selenicereus.
Crescem em árvores, onde fixam suas raízes na matéria vegetal em decomposição em cantos e recantos de galhos. A Epis é pouco encontrada perto do solo rochoso, onde as suas raízes encontram seu caminho em fendas rochosas. O ambiente tropical lhes fornece calor e alta umidade o que é muito importante pra essa planta além de sombreamento e pleno sol. Verdadeira Epiphyllum florescem durante a noite. Híbridos de flores durante o dia.
O uso de vasos de plástico ao invés de potes de barro ajuda a manter o solo fresco e úmido. Uma vantagem para vasos de plástico é que as raízes não se prendem ao interior dos potes. No interior de potes de barro pode resultar em muitas raízes quebradas que vão se infiltrando nos poros. Elas nunca devem ser cultivadas em vasos maiores do que elas precisam para serem confortáveis. Parece encorajar uma melhor floração. No outro extremo, se o pote é muito pequeno a planta pode parar de crescer. Envasamento para o pote de tamanho maior só é necessário a cada dois ou três anos.
Plantas com hábito pendente são adequados para cestos. Como talos crescem caem ao longo dos lados. Ao pendurar na estufa temos que ter em mente que as plantas não gostam de calor elevado e pleno sol, que é freqüentemente encontrado no alto de uma estufa.
O solo para Epis deve conter algum material orgânico. Precisa ter uma reação ligeiramente ácida. Um pouco de esterco bem envelhecido também é útil.
Nunca deve secar totalmente. Por outro lado, vão apodrecer as raízes se o solo é sempre encharcado. Quando o sol atinge a planta em seu ambiente natural, é filtrado através dos galhos e folhas das árvores. Nunca são submetidas a pleno sol. No entanto, é interessante notar que as plantas que crescem em árvores muito densas vão ser encontradas no alto onde tem mais luz disponível. Não querem pleno sol, no entanto, precisam de luz muito brilhante. Se for cultivada em muita sombra, a floração será pobre. Não devemos colocar no chão, mas sim em um banco ou uma mesa bem longe do solo e ao ar livre.
Fontes:
http://www.theamateursdigest.com/epis.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Epiphyllum
http://nightgoose.multiply.com/photos/album/705

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A cerejeira preguiçosa






Ano após ano ocorre o mesmo – sem pedir licença e mesmo sem avisar produz muitas flores com pétalas delicadas. A arvorezinha fica em neve com uma exuberância ímpar. A copa, com muita sutileza, se veste de branco com leve tom rosado. Dá um show de felicidade, com as flores bailando com o vento, quando passo no caminho que leva ao pomar. E como ali é difícil passar depressa mesmo que sozinha, ela faz a festa... tão linda se apresenta. E os frutos? Eles não aparecem. Preguiçosa! Dizem que é influência do clima: precisa de muito frio! Na semana passada tinha um caminhão de mudas por aqui. Querendo tirar dúvidas e saber mais sobre a minha, perguntei ao vendedor: Tem cerejeira? Sim, disse ele indo pegar uma muda. Estava florida como a minha. Continuando, falou – só tenho essa variedade ornamental que não produz frutos, pois não se aclimatou no Sul Brasil. E assim foi rezando uma ladainha de vendedor dizendo: bastam as flores, são divinas... Disse que a planta necessita de 800 a 1000 horas de frio para que possa produzir frutos. Mas por aqui temos isso. O que falta então? Não posso nem ter uma gota de esperança?

A cerejeira-ornamental é uma árvore decídua, de médio porte e floração decorativa, largamente utilizada no paisagismo. O tronco é cilíndrico, delgado, simples e curto, com casca rugosa, de cor marrom-acinzentada e lenticelas horizontais proeminentes. A árvore apresenta altura de 4 a 10 metros, com copa mais ou menos densa, em forma de vaso e 3 a 4 metros de diâmetro. As folhas são alternas, ovais, acuminadas, com margens serrilhadas e nervuras bem marcadas. Elas surgem com uma tonalidade bronzeada, se tornam verdes e mudam para o amarelo ou vermelho no outono, antes de cair.
As flores desabrocham no fim do inverno e primavera, unidas em grupos de duas a cinco em inflorescências do tipo racemo. Elas não têm perfume e podem ser simples ou duplas, de cor branca ou em diversas tonalidades de rosa e podem ser utilizadas como chá. As cerejas surgem no verão. São frutos pequenos, arredondados, comestíveis do tipo drupa, com forma globosa a ovóide, casca brilhante, de cor vermelha escura a preta, sendo o vermelho a mais comum entre as variedades comestíveis. Polpa carnosa e adocicada, envolvendo uma única semente. As cultivares desta espécie raramente frutificam. A cereja doce, de polpa macia e suculenta, é servida ao natural, como sobremesa. A cereja ácida, Prunus serrulata, ou ginja, de polpa bem mais firme.Esta é usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas, como o Kirsch, o Cherry e o Marasquino. A cereja pode ser consumida ao natural, como sobremesa. É usada na preparação de conservas, compotas, bebidas como o cherry e o kirsh. Ao natural a cereja tem propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas. Dá um toque de elegância na decoração de doces, sorvetes, coquetéis. Tem proteínas, cálcio, ferro e vitaminas A, B e C. Quando consumida ao natural, tem propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas. Como a cereja é muito rica em tanino consumida em excesso pode provocar problemas estomacais, não sendo aconselhável consumir mais de 200 ou 300 gramas da fruta por dia.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. Multiplica-se por enxertia, estaquia e mais facilmente por sementes.
Curiosidades: é a árvore símbolo do Japão e símbolo de felicidade. É na época de seu florescimento que as crianças iniciam o ano escolar, que os recém- formados saem em busca de trabalho. Em função da época de florescimento, os orientais a indicam como ‘o primeiro sorriso da primavera’.
O chá das pétalas é utilizado em rituais como casamentos e ocasiões festivas. Na época de seu florescimento, são realizadas as festas chamadas de ‘hanami’ ao ar livre, debaixo das cerejeiras em flor.
Para os antigos samurais não havia glória maior do que morrer num campo de batalha coberto de pétalas de cerejeira. No teatro Kabuki, esse cenário indica que haverá um movimento do vilão ou acontecerá uma tragédia.
O seu significado está associado aos samurais, cuja vida era tão efêmera quanto a da flor de cerejeira, uma lembrança de que a vida é passageira. Também é conhecida como flor da felicidade.
Classificação:
Nome Científico: Prunus serrulata
Sinonímia: Prunus paniculata, Cerasus serrulata, Cerasus lannesiana, Prunus lannesiana, Prunus tenuiflora
Nome Popular: Cerejeira-ornamental, Cerejeira, Cerejeira-branca, Cerejeira-do-japão, Sakura, Cerejeira-ornamental-do-japão, Cerejeira-japonesa
Família: Rosaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Japão
Ciclo de Vida: Perene


Fontes:
http://www.brasilescola.com/frutas/cereja.htm
http://www.floresnaweb.com/dicionario.php?id=170
http://www.jardineiro.net/br/banco/prunus_serrulata.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerejeira

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O cravo e minhas lembranças





Sobre as opiniões de comadres, vizinhos e parentes, só os mais velhos entendem. Hoje, comadres e compadres já não nos dão mais palpites. Quando eu era pequena, muito gorda e bem branquinha chamei a atenção da comadre da mãe. Então ela não se conteve e falou: essa guria chega ser transparente. Tens que dar uns fortificantes. E direto foi passando a receita: comadre, ferva uma garrafa de vinho com muito açúcar, cravo canela e um prego. Deixe esse xarope enterrado por dez dias. Pobre mãe! Ela queria ver a filha muito saudável. Então, sem ao menos raciocinar, juntou os ingredientes os que passaram a fazer parte das minhas refeições. Tão ruim era aquela gororoba que já não podia mais engolir. O que fazer...era para ficar mais bonita, mais gorda e mais corada. Fiquei uma pata rechonchuda. Aquilo deve ter provocado uma intoxicação...até hoje meu organismo não aceita tais condimentos e tem dias que até o cheiro do vinho me faz mal. Como no filme” A árvore da vida”,uma fato faz lembrar o outro, passou um flash na minha cabeça e mudando de assunto, foi assim: quando eu tinha uns 15 anos fui em um baile no interior – na Palma. Um moço me convidou para dançar. Naquela época, quando os rapares gostavam das moças, dançavam duas “marcas” e convidavam para “ficar de par”. Isso queria dizer: gostei de ti e gostaria de dançar contigo até o final do baile. Que lástima! O moço, certamente para “cheirar bem” mascava cravos. Que pena, era tão lindo...o garoto mais bonito do baile. Mas “virando de saco prá mala” a questão é outra. São flores de cravo.Uma imagem puxa a outra. Lembrei de tudo isso quando vi vários canteiro de cravos em Jaguarí-RS. Foi no feriado de Nossa Senhora Aparecida( Padroeira do Brasil).Lindo passeio...ótimas compras...queijos, doces, vassouras,vinhos e cucas entre outros. Mas e o cravo? Poderia falar de um Instrumento musical, especiaria, afecção na pele, prego...movimento político em Portugal em 1974. Contudo, prefiro falar dos cravos que fotografei na praça Gilson Reginato.
O craveiro é uma planta herbácea, que alcança até um metro de altura. Suas flores são denominadas cravos.Uma característica é a forma peculiar de suas flores e o caule reto, com várias ramificações. A cravina ou cravo-bordado(Dianthus plumarius),pertence a mesma família dos cravos cujas pétalas abundantes emergem de seu cálice verde e tubular. Nos trópicos a cravina só se reproduz em grandes altitudes. A espécie Dianthus plumarius é originária da Europa, e cultivada em grande escala na América do Sul. Certas variedades exalam um aroma delicado, motivo pelo qual são utilizadas na fabricação de perfumes.
As flores podem ser duplas ou simples, com pétalas franjadas, freqüentemente com zoneamento de cor contrastante de coloração branca, amarela, rosa, vermelha, roxa, e até preto. Para o desenvolvimento harmonioso da planta é bom tirar as flores murchas e diminuir as touceiras. A vida é relativamente curta, assim que as plantas de 4-5 anos ela deve ser substituído por novas. Os cravos preferem o solo solto, bem drenado e rico em matéria orgânica, de preferência alcalina.
Os cravos se dividem em dois grupos principais: os perpétuos e os anuais. Os cravos perpétuos multiplicam-se por meio de estacas, e os anuais são multiplicados por sementes postas para germinar no fim do verão. As estacas são preparadas no fim do inverno e as melhores são retiradas do meio da haste.
Uma boa qualidade dessas flores é que elas repelem a maioria das espécies de formigas domésticas, sendo ótimos agentes para combater invasões.
Considerada a planta ornamental mais antiga em seu cultivo, tem suas flores também são amplamente utilizadas em arranjos e buquês.
Os Cravos foram descobertos no Extremo Oriente, sendo mencionados em toda a mitologia grega romana, aparecendo nos registros da história natural do escritor romano Plínio, por volta do ano 50 AC. O cultivo do cravo teve seu início final do século 13 por monges Romanos. O significado destas flores foi muito importantes para os gregos e romanos e tornou-se um símbolo no pico da civilização. Em Roma também era conhecida como “flor de Jove”, porque Jove era o mais bondoso e admirado dos deuses. Atualmente também é utilizado como símbolo nacional em vários países e em várias ocasiões festivas
Na linguagem Vitoriana das Flores o Cravo simboliza o fascínio e dom de boa sorte para uma mulher.
Cravos branco e vermelhos representam admiração, enquanto o vermelho escuro denotam profundo amor e carinho.
O significado dos Cravos branco está ligado ao amor puro, e representa talento e boa sorte, enquanto os listrados podem simbolizar lamentar um amor que não pode ser compartilhado.
Assume a mensagem de amor ardente e boa sorte quando é oferecido para uma mulher, mas também significa a inocência, uma pessoa doce, adorável e puro amor.
Cravos com predominância da cor vermelha que dizer “eu admiro você” ou “meu coração clama por você”. Indica amor, paixão e respeito.
Cravos cor de rosa são afirmações como: “Eu sempre lembro de você” e “lembranças e pensamentos de felicidade e gratidão.
Os Cravos de cor roxa ou púrpura significa a ausência de capricho, solidão e inconstância.
Os Cravos amarelos são uma exclamação de rejeição ou desdém – “Você me desiludiu”.
Cravos com uma cor sólida é símbolo para uma afirmativa – sim.
Cravos listrados pode significar “não”, a recusa, ou “Desculpe, não posso ficar com você”

Curiosidades:
Os cravos foram trazidos da Tunísia para a Europa, mas a sua pátria é as Maldivas. O nome russo para esta flor descende de uma palavra polaca "gvizdic", palavra emprestada do dicionário alemão. Os alemães deram este nome a estas flores devido à semelhança com uma especiaria estrangeira; identificaram o cheiro da especiaria e chamaram cravo às flores também. Há pessoas que lhes chamam "lágrimas do campo", "estrelas" ou "erva de donzela".

Um antigo escritor, Plinij, afirmou que os romanos cultivavam estas flores divinas; está escrito no seu livro "História da Natureza". No livro de Dante, "Inferno", está escrito que os cravos foram trazidos para Itália por Nicolo. Em França, estas flores, foram trazidas na Última Cruzada. Quando os franceses estavam a cercar a Tunísia, a Peste espalhou-se e o médico que sabia das propriedades medicinais do cravo fez uma poção especial que curou muitos soldados. Rapidamente a epidemia foi travada e então os soldados de Ludovico IX importaram esta planta para França em 1270.

Os italianos também gostam de cravos, a sua imagem foi incluída no Emblema do Estado. As raparigas acham que os cravos são os intermediários do amor, por isso ofereciam estas flores aos jovens que partiam para a guerra, pois pensavam que a flor os protegia. Em França as raparigas também davam cravos aos seus namorados quando estes iam para a guerra, expressando assim o desejo de eles voltarem sãos e salvos. Os soldados acreditavam que o cravo tinha poderes mágicos e usavam-no como um talismã.

Em Espanha o cravo é visto como o salvador do amor. Em Valência era um grande elogio se um homem oferecesse esta flor ao seu amor no Inverno, porque nesta estação as flores eram muito mais caras.
As damas espanholas arranjavam encontros secretos com os cavalheiros, ao colocarem cravos de diferentes cores no seu vestido.

Na Bélgica os cravos são as flores dos pobres. Os mineiros cultivavam-nas porque, depois de tanto tempo passado na escuridão, ficavam alegres só de ver estas flores vermelhas. Os pais dão uma coroa de cravos à filha quando ela se casa.
O cravo goza de popularidade entre as bordadeiras; na renda antiga de Bruxelas podem-se ver muitos cravos nos rendilhados.

Em Inglaterra e também na Alemanha o cravo foi por muito tempo considerado como a flor do Amor, Inocência e Pureza; podemos ver isso na poesia de Shakespeare e de Julius Sacks. Goethe tratava a flor como sendo a personificação da amizade e firmeza. O cravo também foi glorificado nas obras de Leonardo Da Vinci , Rembrandt, Rubens e Goya.
Dicas:
1 - Prepare a terra e distribua as sementes na superfície, cubra-as delicadamente com terra. Deixe num local protegido do sol, e regue-as sempre que o solo estiver seco.
2 –Podemos usar como sementeiras vasos, caixas de frutas ou qualquer outro recipiente (não necessita ser fundo). Cubra-os com plástico, pois cumpre as funções de acelerar o crescimento e proteção.
3 – Depois de uns dias, começa o processo de crescimento.
4 - Assim que estiverem com 15 a 20 cm, podemos plantá-los no lugar definitivo.
5 – Cravos ficam bem em vasos, jardineiras ou canteiros.
6 - São flores duradouras, tanto no verão e no inverno, e dão uma luminosidade especial ao jardim.
Classificação científica

Reino:
Plantae

Divisão:
Magnoliophyta

Classe:
Magnoliopsida

Ordem:
Caryophyllales

Família:
Caryophyllaceae

Género:
Dianthus

Espécie:
D. caryophyllus

Nome binomial



Fontes:
http://www.jardim-rif.com/jardim/perenes/dianthus-plumarius.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Craveiro
http://www.flores.wiki.br/sp/index.php?title=Categoria:Cravos
http://www.abacas.com.br/def_Buscaplantar.asp?id=31
http://www.lojadasflores.pt/lendas-de-flores.php#9
http://rebelheartbr.wordpress.com/2009/12/23/significado-e-historia-das-flores/

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

As azaleias e o aniversário







Domingo, 21 de agosto. Muito vento gelado. É o fatal minuano! Bem que poderia estar mais quentinho, mas é um mês imprevisível, com muita oscilação na temperatura. É agosto! É tempo maluco! Mas o tempo não deu interferência ao que tínhamos programado: uma reunião de família para comemorar o meu aniversário. Ainda comemoramos aniversários. Digo ainda porque a tradição, (do latim colere, que significa cultivar), está sempre mudando. As crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade estão em transição. Os costumes estão a cada ano sofrendo modificações. Mas é tradição familiar e enquanto eu existir, no nosso lar vai permanecer. Todos nós nos reunimos em um domingo mais próximo a data. Somos poucos, contudo fiéis à confraternização. Tenho dificuldade em guardar a idade que tenho, sempre preciso fazer a conta. Talvez isso faça com que não perceba o passar dos anos, me mantendo com muita vitalidade. Os dias que vão passando fortalecem os bons sentimentos e perspectivas para bons momentos com novos desafios. Vale passar desse dia para o outro. Sempre vale! Não sonho com dias melhores...não fico fantasiando jardim do Éden (Gan Eden) para ser feliz... gosto da vida que levo...muita expectativa desestabiliza o bem viver. Entre vários mimos e passeio que ganhei, recebi lindas flores do Bello. Ele conhece meus gostos e para enaltecer o gesto, é sempre muito romântico. O buquê foi de azaléias. Belíssimas! Compartilho com todos essa alegria oferecendo meu carinho...meu afeto, fazendo lembrar: não requer posses para dar um abraço afetuoso e desejar felicidade.

........................
Eu amo tudo o que foi.
Tudo o que já não é.
A dor que já não me dói.
A antiga e errônea fé.
O ontem que a dor deixou.
O que deixou alegria.
Só porque foi, e voou.
E hoje é já outro dia. (Fernando Pessoa)

A azálea é um arbusto de origem oriental que apresentam flores de coloração variada como creme, vermelha, laranja, rosa, amarela, lilás e branca. Por isso é muito utilizada de forma decorativa ou compondo cercas vivas floridas. A tradução literal do grego “azálea” significa “seco”. Porque a azálea antes de florescer parece mais um arbusto com alguns ramos secos.
Originária do Oriente, suas flores são o símbolo chinês da feminilidade. Tem como significado a elegância, a felicidade.
Existem azáleas de folhas caduca e azáleas perenes. É um dos símbolos da cidade de São Paulo, assim declarado pelo prefeito Jânio Quadros.
As flores híbridas de azálea se desenvolvem durante centenas de anos. Essas mudanças genéticas feitas pelo ser humano produziram mais de 10 mil espécies cultivadas. Também podem ser recolhidas e germinadas as sementes. A espécie Rhododendron simsii Planch é a mais cultivada no Brasil.A azaléia é relacionada deusa Minerva, deusa da sabedoria e da razão; no Reino Unido houve uma época em que era comum que as moças colocassem pétalas dessas flores em seus cabelos, sob seus chapéus de renda, na esperança de serem pedidas em casamento.
Uma história interessante sobre a Azaléia e seu néctar:
Na Primavera de 401 a.c. o anfitrião grego foi pelo caminho da montanha de Colchis para encontrar o Tosão de Ouro. Tribos marciais locais atacaram os conquistadores, mas todas as tentativas falharam. Os gregos ficaram contentes porque tudo lhes estava ocorrendo conforme o previsto. Contudo, algo trágico aconteceu ao anfitrião ateniense. Alguns soldados encontraram um grande ninho de abelhas, provaram o mel e caíram inconscientes. Xenofonte, o comandante do exército, descreveu o acontecimento: ” Não havia nada de suspeito, mas havia muitas colméias e todos os soldados que provaram o mel caíram inconscientes. Havia muitos soldados doentes, como se tivessem saído de uma batalha. Mas no dia seguinte ninguém havia morrido. Eles começaram a recuperar a consciência e após o terceiro e quarto dia todos eles já se sentiam melhor. Mais tarde descobriram que os soldados comeram muito mel proveniente das flores silvestres da flor da família das azáleas.
Classificação científica

Reino:
Plantae

Divisão:
Magnoliophyta

Classe:
Magnoliopsida

Ordem:
Ericales

Família:
Ericaceae

Género:
Rhododendron

Subgénero: Pentanthera
e
Tsutsusi


Fontes:
http://pt.wikipedia.org
http://www.portalmundodasflores.com.br
http://www.arteblog.net/geral/274/

terça-feira, 26 de julho de 2011

Rasgando seda com a Rebutia





Oi meu lindo! Cada dia mais vaidoso...procurando o sol para fortalecer sua vida? Observo que para manter essa vontade de viver, esse vigor, para cultivar esse glamour, tem custado pouco: meu carinho, o mínimo de água e o tempo com seus fatores climáticos que por vezes não ajuda por se manter desvairado. “Pirada” eu?Não, estou conversando com uma plantinha... estou “rasgando seda”com meu cacto.Estou contemplando...falando e isso me dá prazer, me acalma e se eu estiver cansada, a exaustão vai passando aos poucos...vai embora o stress. Se ele tivesse condições de pensar deveria imaginar que é fantástico, que vale a pena esperar para ficar maravilhoso, que muitas vezes” é preciso suportar várias larvas se quiser conhecer as borboletas”(Saint-Exupéry) que assim sendo irá alegrar a natureza, deixar o espaço perfumado, e também me fazer um agrado, me deixar mais contente e orgulhosa com sua presença. Agora ele encontrou o resultado esperado. Meu cacto ficou meses e meses recolhido. Agora despertou com o surgimento de um pequenino botão que dentro de poucos dias dele desabrochou uma flor esplendorosa e encantadora. Ficou lindo com poucos ornamentos: suavizou os espinhos apenas um botão...uma flor... Ele tem por natureza a beleza, a estética e a auto-estima tudo em condições gratuitas. Agora inspira mais cuidados...mais amor. Essas plantinhas não se enfeitam para as outras...elas não tem rivais...e mais, elas necessitam de mínimas condições que a própria natureza lhes oferece para se manterem vivas e belas...para manter a diversidade da flora na natureza...ornamentar ...manter a continuação da espécie.

Não sou a primeira nem serei a última a conversar com as plantas. Algumas pessoas, de várias partes e épocas, também falavam com as plantas. Alguns nomes:
Carl von Linné, - as plantas são diferentes dos humanos porque não se movem.
Dr. Gustav Theodor Fechner, - médico, físico e professor alemão- Escreveu o livro Nana, a força viva das plantas- relatou que plantas tem sentimentos.
Charles Darwin - naturalista inglês- escreveu “O Poder do Movimento nas Plantas”, compara as características dos primatas com as das plantas.
Raoul Francé – Biólogo - declarou que as plantas movem-se com capacidade, liberdade e graça semelhante aos bichos ou aos humanos.
Rudolf Steiner, -agrônomo e místico alemão criador da Sociedade Antroposófica- para ele, não apenas as plantas mas também o solo eram organismos vivos.
Cleve Backster – perito em detecção de mentiras – ministrava cursos para policiais e peritos do mundo inteiro- nos experimentos a planta demonstrou uma reação semelhante à de um ser humano submetido a uma situação de estresse emocional.

Dr. George Milstein –dentista produziu um disco com músicas clássicas e suaves para ajudar as plantas crescerem. Fato confirmado em escolas de Agronomia e Botânica de algumas universidades americanas.

Rebutia muscula
O gênero Rebutia contém cactos pequenos originários da Bolívia, Argentina e Peru, para cultivo em vasos. É um dos gêneros de cactos mais cultivados, por produzir muitas flores de tamanho grande e vistosas em relação à planta. Esta é uma espécie originária do Norte da Argentina (províncias de Jujuy, Salta e Tucumán). Possui espinhos macios, pequenos e brancos. É baixa e globosa, nodular, com parte superior um pouco plana,com aproximadamente 5cm de diâmetro.As flores, que surgem na primavera e verão, possuem uma haste e são de coloração variada desde o amarelo até o vermelho vivo, passando pelo laranja. Quando os frutos se tornam maduros estouram e as sementes se espalham por toda a parte. É comercializada com diversos nomes: krainziana, minúscula, muscula, marsoneri e senilis .
Classificação científica:


Rebutia muscula.JPG

Reino:
Plantae

Divisão:
Magnoliophyta

Classe:
Magnoliopsida

Ordem:
Caryophyllales

Família:
Cactaceae

Género:
Rebutia

Rebutia muscula


Rebutia muscula Ritt.et Thiele, 1963
Fontes:
http://it.wikipedia.org
http://www.quebarato.com.br
http://fitosaude.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um exemplar muito exemplar





Por menor que seja uma viagem que eu faça, por mais insignificante que ela possa parecer, não consigo deixar esse espaço de tempo passar despercebido. Então, coloco todos os sentidos em ação e logo encontro o que me fascina, mesmo não sendo extraordinário eu vou descobrindo, desvendando...pesquisando...encontrando esplendor no quase nada. Só que nessa semana não foi “no quase nada”. Quando fomos ao mercado em Santa, o Belo ficou encantado com uma orquídea amarela e logo foi perguntando se eu havia gostado. É claro, além de não termos um exemplar igual, ela, a orquídea estava ali muito linda, mas parecendo querer sair para outro ambiente por estar misturada com amendoim, pipoca, rapadura...vinho entre outros. É festa junina. É São João! Diante de tanta beleza não poderia ser diferente – logo o Belo colocou a flor no carrinho junto com as demais compras.
As orquídeas Phalaenopsis são popularmente conhecidas como Phals, uma forma abreviada ou orquídea traça por sua semelhança com as traças em vôo. São também conhecidas como borboletas. São originárias da Ásia e do Norte da Austrália. Apresentam flores vistosas, coloridas, que variam do branco ao vermelho, passando pelo amarelo, creme-esverdeado, roxo,estriadas e incontáveis nuances de cores, pintalgadas ou não, principalmente nas espécies híbridas.do cruzamento de espécies em cativeiro.
Dicas para o cultivo das Phalaenopsis:
-Se ao comprar estiver embalada para presente, retirar da embalagem e colocar em um lugar iluminado e ventilado, de preferência onde a planta receba o sol da manhã.
-O substrato pode ser composto por fibra de coco, casca de pinus, carvão, casca de arroz carbonizada, semente de açaí carbonizada ou até mesmo uma mistura deles.
-O substrato deve ser mantido levemente úmido, não devendo ser encharcado, caso isso aconteça suas raízes apodrecerão e a planta morrerá. Regar quando o substrato estiver seco. Se a temperatura estiver muito alta,regar mais seguido e preferencialmente no amanhecer ou entardecer, quando os estômatos estão abertos. Estômatos abertos são receptivos a nebulização úmida do ar para absorver os nutrientes, o mesmo ocorrendo com os micro poros que compõem todo o enraizamento da planta. Para evitar acúmulo de água na junção de suas folhas, o ideal é cultivar a planta um pouco inclinada.
-É ideal cultivar em ambientes fechados ou apartamentos, desde que o local tenha ventilação natural e boa luminosidade indireta e esteja exposta a um mínimo de luminosidade solar entre 7 e 9 horas da manhã ou das 16hs até o anoitecer. No habitat de origem, as Phalaenopsis se desenvolvem em baixas altitudes de florestas tropicais asiáticas onde a temperatura média diurna varia entre 28 e 35º C e noturna na faixa dos 20 a 24º C e sob luminosidade natural filtrada pela copa das árvores.
-Na adubação de manutenção e crescimento há quem faça o uso de adubo cristalizado e que deve envolver além dos micronutrientes já incorporados na fórmula química, os macronutrientes N-P-K na proporção 10-10-10 ou 20-20-20. Para floração a composição muda para reforço maior em Fósforo (P) e pouca coisa a mais em Potássio (K)– válido para a maioria das orquídeas – na fórmula 10-30-20. Adubação orgânica composta pela mistura de torta de mamona substituindo o Nitrogênio (ureia) químico (N), a farinha de osso ou de ostras substituindo o Fósforo(P) e cinzas de madeiras diversas no lugar do Potássio (K), são excelente variante de adubação para orquídeas.
-Costumam nos presentear com uma nova floração na mesma haste floral onde tenha tido floração anterior, soltando nova inflorescência nos nódulos velhos (ou gemas), por isso, mesmo depois da floração recomenda-se não cortar a haste até que ela esteja totalmente ressecada ou cortar com uns 20cm e em seguida cauterizar o ferimento com uma colher quente e/ou passar pasta de canela em pó úmida evitando fungos e bactérias.
-Em algumas situações a planta poderá desenvolver nos nódulos velhos, novas mudas. Borrifar solução de água filtrada com complexo vitamínico B ou hormônio enraizador (tiamina de boro ou 2 comprimidos de BENERVA esmagados e dissolvidos num litro de água - e ácido giberélico). Somente destacar as novas mudas quando estas estiverem com as folhas duplas crescidas e apresentando enraizamento. –
-Muitos usam canela em pó colocada na palma da mão e soprando-a sobre as raízes visando proteção contra fungos e bactérias.
-O sol em excesso, combinado à falta de água poderá provocar manchas amarelas.
-Quando o dia estiver muito quente, é bom pulverizar a planta pela manhã, somente as folhas (evitar o acúmulo de água na parte central das folhas). O substrato deve estar sempre úmido, nunca encharcado.

-Quando saudáveis, as folhas são verde-escuras, se as folhas têm um tom de amarelo, significa que a planta está sendo muito exposta ao sol. A melhor maneira de testar se a luz do sol ou a luz artificial é suficiente, colocar a mão na luz e na seleção para a sombra. A distância correta deve produzir uma sombra embaçada e não uma bem definida.
Fontes:
http://www.lifestyles.com.br/
http://amoorquideas.blogspot.com
http://floresiflores.blogspot.com/

sábado, 25 de junho de 2011

A Flor Amarela



Amarela tem sete letras e invertida fica alerama , rima com bela e aquarela que faz rima com Arabela. A-ma-re-la..............A-ra-be-la.Quando fico atormentada por conversas ou por barulhos não consigo raciocinar e passo a escrever sem nexo. Então quem sabe não seria melhor ou mais conveniente arrastar textos de quem pensou para escrever ou teve uma deslumbrante inspiração momentânea? Fantástico! Ótima idéia.

A Flor Amarela (Cecília Meireles)


Olha
a janela
da bela
Arabela.

Que flor
é aquela
que Arabela
molha?
É a flor amarela.


É uma planta ornamental, popularmente chamada chapéu de bispo, de cultivo fácil, que possui o corpo cinza com manchas esbranquiçadas. As flores, que surgem na primavera e verão, tem de 4-6 cm de diâmetro e muitas pétalas amarelas com a base vermelha/alaranjada. É um cacto normalmente encontrado em grandes altitudes, no México central e do norte.Consegue se adaptar bem em qualquer região. Há alguns relatos de que várias espécies de Astrophytum, incluindo asterias myriostigma e capricorne eram considerados sagrados pelos Tarahumara.


Reino:
Plantae

Divisão:
Magnoliophyta

Classe:
Magnoliopsida

Ordem:
Caryophyllales

Família:
Cactaceae

Género:
Astrophytum
Espécie: Astrophytum myriostigm

Fontes:
http://cactoscactus.blogspot.com
http://www.tiosam.org/enciclopedia/index.asp?q=Astrophytum
http://gardenmania.com.br/

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Bola Espinhenta





Era Finados, e como todos os anos, mantendo o costume, fomos ao cemitério em Lajeado–RS. Após a visita aos falecidos resolvemos ir até aos parentes em Arroio do Meio, pertinho de onde estávamos. Fiquei encantada com o jardim de Dona Lina. Um jardim diferente: tinha verduras, legumes, frutas e muitas flores em um espaço pequeno e bem aproveitado. Às vezes sou um pouco exagerada nos elogios e então comecei a dizer muitas vezes o quanto estava apreciando e achando tudo muito belo. Eu não estava sendo falsa, estava realmente deslumbrada com a beleza e com tantas variedades de plantas ali encontradas. Dona Lina vendo meu interesse pelas flores, foi colhendo mudas de tudo o que encontrava pela frente. Gente! Que loucura! Acabei trazendo uma braçada de mudas que quase não podia carregar. Nunca havia antes ganho tantas plantas diferentes. Entre elas tinha uma bola espinhenta, rústica, a qual me deu um trabalhão danado para plantar. Era um cacto magnífico que desabrochou suas flores no ano seguinte.
É um cacto rústico e mamilar que emite brotações com muita freqüência. As flores,com haste grande, de coloração rosa ou branca, são majestosas e muito perfumadas. Duram pouco tempo, abrindo quando anoitece sendo que seu esplendor segue até o dia seguinte quando começa a murchar.
Floração: Primavera/Verão
Distribuição: encontrado no deserto ou em montanhas em altitudes elevadas, mas consegue se adaptar muito bem em regiões tropicais. Comum na Bolívia, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Exposição Solar: Pleno Sol
Forma: Globosa
Raridade: Comum
Método de Propagação: Sementes e Estacas
Outros nomes: Cereus oxygona, Cereus multiplex, Echinopsis multiplex, Echinopsis schwantesii, Echinopsis paraguayensis
Classificação:
Reino:plantae
Subreino:Tracheobionta
Família: Cactaceae
Divisão:Magnoliophyta
Classe: agnoliopsida
Subclasse:Caryophyllidae
Ordem:Caryoplyllales
Família: cactaceae
Subfamília:Cactoidese
Gênero: mammillaria
Espécie: Echinopsis oxygona

Fontes:
http://kaktaria.blogspot.com/2010/10/echinopsis-oxigona.html
http://es.wikipedia.org/wiki/Echinopsis_oxygona
http://www.pueblocactus.com/pt/noticias.html
http://www.cactusedintorni.com/es/Cactacee-D-H/echinopsis.html
http://kaktaria.blogspot.com/2010/10/echinopsis-oxigona.html

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A flor vestida de nobre





Fiquei indignada com palavras como nojenta, feia, horrível , e tantas outras, em determinadas frases que não foram aceitas por mim. Tudo por uma pobre lesma. Isso me intriga causando insatisfação e aversão. Será que o impacto de repulsa por certos seres vivos fazem com que as pessoas lhes atribuam tantos adjetivos maldosos? Folgo em saber que ela, a lesma, já não percorre por aqui, pois não tem deixado seu rastro, caso contrário seria ela sacrificada sem o menor remorso. Mas não é da lesma que vou comentar agora. Vou colocar uma flor para que, no blog, o molusco deixe de ficar em primeiro plano na página inicial. Escolhi a mais bela no jardim, dei um clik e postei aqui, bem mais colorida e com um manto azul dos reis, da nobreza e com um miolo como o sol. Essa com certeza não se mostrará como nojenta para ninguém. Poderá ser mais bela, colorida e brilhante, mas não mais perfeita e completa que a lesma.As duas vivem, contribuindo para a diversificação das espécies, sem almejar outras formas mais requintadas.
Planta ereta de popular Tumbérgia-arbustiva, manto-de-rei, tumbergia azul com folhas pequenas ,opostas, ovais e verde escuras. O caule é lenhoso, marrom acinzentado e muito ramificado. Produz , durante todo o ano mas principalmente na primavera e verão,flores axilares, grandes e tubulares, de coloração azul com o centro amarelo. Ocorre também uma variedade de flores brancas , de menor porte, é a affinis .A floração perfumada atrai beija-flores, mamangavas e borboletas.
Pode ser plantada isolada e é facilmente conduzida como trepadeira sobre suportes apropriados. Adapta-se a uma ampla faixa de clima, mas prefere o tropical e o subtropical.
Multiplica-se por sementes, mas mais facilmente por estaca. Tem, ciclo de vida perene. É originária da África Tropical. É originária da África Tropical. Apesar de ter folhagem perene, comporta-se como decídua em locais de clima temperado, rebentando com vigor na Primavera. É considerada planta ornamental por se cultivada por sua beleza. São muito usadas na arquitetura de interiores e no paisagismo de espaços externos. Há indícios que desde os primórdios da humanidade, algumas espécies como o lírio branco (Lilium candidum) eram cultivados para esse fim (o lírio branco, especificamente, foi registrado em pinturas da civilização minóica, sendo este o registro mais antigo do cultivo desta espécie).As espécies ornamentais foram selecionadas pelos humanos a partir de caracteres visualmente atraentes, como flores e inflorescências vistosas, coloridas e perfumadas, folhagem de cores e texturas distintas, formato do caule, ou por seu aspecto geral. Ao longo do tempo, os homens perceberam que poderiam aprimorar qualidades desejáveis em uma planta a partir de cruzamentos entre indivíduos particularmente bem dotados. Assim começaram a surgir novas variedades, com novas cores, flores maiores e mais duráveis, mais resistência ao clima ou a predadores. As rosas, cultivadas há milênios no Oriente Médio, já não se apresentam mais em seu estado original, mas a imensa variedade de formas e híbridos obtidos ao longo de todos esses anos de cultivo são sintomáticos da capacidade humana de transformar a natureza para atender suas necessidades.
Classificação científica:
Reino:
Plantae

Filo:
Magnoliophyta

Classe:
Magnoliopsida

Ordem:
Lamiales

Família:
Acanthaceae

Género:
Thunbergia

Espécie:
T. erecta
Thumbergia erecta

Sinonímia: Meyenia erecta
Fontes:
www.jardineiro.net
http://natufloraplantas.com.br
http://pt.wikipedia.org/

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A flor misteriosa







Era domingo, o marido tinha ido fazer uma caminhada - e eu ali, parada... desocupada... fazendo tempo. Como diz minha mãe: em vez de ficar olhando para as paredes, encontra algo que renda um pouco mais. Mas é mesmo. Como assim? Eu parada com “a cabeça nas nuvens”. Não, chega de preguiça, despertou, então, em mim a vontade de ver algo novo...de repente, fazer algo na terra. Então, vamos lá! De pá em punho, encontrei um cantinho no pátio, virei a terra e fiz um canteiro. Ufa! Tarefa difícil - quase fiquei cansada...apenas quase. Ao terminar, observei minha bela e grande obra. Estava satisfeita! Então, comecei a caminhar, atenta a tudo, olhando as modificações das plantas no jardim, vasos e pomar. Parei um instante e fiquei pensando e observando o entardecer. Credo! Já era quase noite e eu não havia notado. Como o tempo passa depressa quando estamos fazendo tarefas prazerosas. Dei mais uma olhadinha para os lados e, quando ia me recolher, deparei-me com um pequeno vaso ao lado de outros com o mesmo tipo de plantas já floridas. Ué...deu cria ...caiu do céu? Não, eu não estava sonhando. Ali havia uma nova planta. Mas de onde surgiu? Quem teria colocado ali aquela linda flor de maio? Antes mesmo de eu perguntar ao Belo, que estava chegando, se sabia algo sobre a flor, ele falou: ia saindo e encontrei sobre o carro. Quem trouxe? E eu vou saber? Bem, ficou por isso. No dia seguinte meu irmão perguntou: encontrou a flor? Não encontrei ninguém por perto, disse ele, então coloquei na garagem. Fim do mistério! O ano passado ele havia feito várias mudas e sabendo que eu aprecio flores, resolveu me fazer um agrado com uma delas.
Nome Científico: Schlumbergera truncata

Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Caryophyllales
Família:Cactaceae
Género:Schlumbergera


Nome Popular: Flor-de-maio, cacto-de-natal, cacto-da-páscoa, flor-de-seda
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene
É uma planta herbácea que pode ser epífita ou terrestre de cladódios achatados, articulados, pendentes e sem espinhos. É um dos cactos mais apreciados e difundidos. Floresce em pleno outono, o que lhe confere o nome de flor-de-natal no hemisfério norte. No Brasil ( Hemisfério Sul ) o período de florescimento desta planta inicia-se em maio. (outono)
Seu caule é formado de várias partes (artículos) que podem ser destacados para formar novas plantas pois a propagação é feita por estaquia ou por sementes. A cada ano, após a floração, formam-se novos artículos que serão os responsáveis pela próxima florada. Suas flores delicadas, grandes e brilhantes, podem ser de cor rosa, salmão, branca, laranja e vermelha. As flores atraem beija-flores e abelhas.
Fica muito bem isolada em vasos em ou em combinação com outras epífitas, sobre árvores e paredes preparadas. Em seu local de origem vive em fendas de rochas, nos troncos das arvores na sombra da mata.
http://www.tocadoverde.com.br/sementes.html
http://www.plantasonya.com.br/cactos-e-suculentas/como-cuidar-da-flor-de-maio-schlumbergera-truncata.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Schlumbergera_truncata
http://fernandespenaflavia.blogspot.com/2010/06/flor-de-maio-schlumbergera-truncata.html

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Trepadeira Invasora





Avistava de longe, em um gramado às margens da ferrovia, flores amarelas ...muitas e muitas flores. Ficava encantada, pois formavam realmente uma bela paisagem. Certo dia não me contive e fui ver de perto. Fiquei fascinada pela beleza da coloração e resolvi levar uma muda para plantar em meu jardim. Que desastre: apesar do charme proporcionado pouco tempo depois, desorientados e confusos, os ramos começaram a invadir outro território. Vendo que a planta estava crescendo desordenada resolvi colocar um tutor. Ficou um belo arranjo. Mas é danada...é daninha...Começou a nascer vários pés ao redor. É Invasora e sem limites de propagação.
Nome Popular: Amarelinha, olho-preto, suzana-dos-olhos-negros, cipó-africano, bunda-de-negro, maria-sem-vergonha, jasmim-da-itália, bunda-de-mulata, olho-de-poeta, cu-de-cachorro, carólia, jasmim-sombra, erva-cabrita, erva-de-cabrita
É uma trepadeira, herbácea, rústica por não exigir nada mas delicada por ser com caule volúvel de crescimento rápido. Suas flores, acompanhadas de duas brácteas verdes, são amarelas com o centro preto. Existem variedades de flores de coloração branca, rósea, vermelha, creme e laranja. Suas folhas,exalam cheiro desagradável quando amassadas, são pecioladas sagitadas, com alguns recortes pouco profundos. No paisagismo, é bastante utilizada para cobrir cercas, caramanchões,treliças e pergolados. Multiplica-se por sementes. Tem o ciclo de vida perene e é originária da África.
Tumbergia amarela

Nome Científico: Thunbergia alata

Reino: Plantae
Phylum: magnoliophyta
Classe: magnoliopsida
Ordem: Tubiflorae
Família: Acanthaceae
Divisão: Angiospermae
Também encontrei:
Para os autoritários, ambiciosos, inflexíveis, tirânicos e insensíveis. Buscam excessivamente o poder. Às vezes são sádicos e cruéis. Para aqueles que procuram impor suas vontades sobre os outros. Possuem personalidades muito fortes, são egoístas e desconsideram a capacidade alheia. Não toleram desafio à sua autoridade. Muitas pessoas que sofrem com doenças como hipertensão, tensão muscular, impotência sexual e dores na coluna podem necessitar desta essência. Thumbergia ajuda-os a aprender a usar seu poder e liderança com respeito e benevolência. Florais de Bach: Vine (Vitis vinifera).
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Thunbergia_alata
http://www.institutohorus.org.br/download/fichas/Thunbergia_alata.htm
http://www.jardineiro.net/br/banco/thunbergia_alata.php
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/florais-de-minas/thumbergia.php

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Bela Cerca Florida



Diariamente eu passava por uma casa onde não se via portas nem janelas. A frente era uma cerca viva muito alta, com ramos pendentes sempre bordados de flores pequeninas e azuis. O desejo por ter uma planta igual já fazia alvoroço na minha cabeça ha muito tempo. Queria uma igualzinha! Se bem que nos meus sonhos ela não precisava ficar tão grande, tão vigorosa, e mesmo que nem podia- eu não teria espaço para tal cerca florida. Peço.. não peço ...mas pedir para quem – ali nunca havia ninguém. Já estavam ficando incontroláveis meus instintos. Daí, vesti minha cara de pau, olhei para os lados, não vendo ninguém, passei a mão em um enorme galho. Santo Deus! Quase veio a cerca junto. Plantei isolada e hoje ela forma um grande tufo florido.
De nome científico Plumbago auriculata e popularmente chamada de Bela Emília, Dentilária, Plunbago azul, Azulina, Celestina ou Jasmim azul é um arbusto de forma irregular, muito ramificado. Requer podas. Multiplica-se por estacas, mergulhias ou sementes. As flores, que aparecem todo o ano, são tubulares, pequenas, de pétalas livres arredondadas, nas cores branca, azul-claro e azul-escuro, reunidas em inflorescências na ponta dos ramos. As flores apresentam glândulas pegajosas no tubo e na corola do cálice. É usada para cercas-vivas ou em maciços isoladas formando grande tufo. Tolera variações de temperatura. A bela-emília de flores brancas poderá ornamentar o jardim no projeto de Feng Shui no setor de oeste e noroeste.
Se usar as de flores azuis, coloque então no setor norte, se for seguir à risca os preceitos desta filosofia.

• Reino:Plantae
• Classe:Magnoliopsida
• Ordem:Caryophylales
• Família:Plumbaginaceae
• Gênero:Plumbago
• Espécie:P.auriculata
• Sinonímia: Plumbago capensis
• Divisão: Angiospermae
• Origem: África do Sul
• Ciclo de Vida: Perene
Fontes:
http://es.wikipedia.org/wiki/Plumbago_auriculata
http://www.cultivando.com.br/plantas_detalhes/bela_emilia.html
http://www.fazfacil.com.br/jardim/arbusto_bela_emilia.html
http://www.jardineiro.net/br/banco/plumbago_auriculata.php

sábado, 26 de março de 2011

A Sete Léguas furtada







As lembranças não surgem com data marcada. São como a saudade, não tem hora nem dia para aflorar, se infiltram entre nossos pensamentos. Assim, como em tantas outras vezes, foi essa semana quando admirava uma variedade de trepadeira cipó que havia conseguido o ano passado.
O Belo e eu estávamos subindo a Serra...olhando a paisagem que se mostrava belíssima às margens da rodovia entre Santa Maria e Itaara. Naquele local a vegetação é rica e diversificada...muito verde contrastando com flores entre exemplares rústicos ou delicados. Como era um passeio tipo “passa-tempo” podíamos nos dar ao luxo de ir parando ...fazendo hora...fazendo tempo e eu, marcando, com “olho grande”, uma flor rosa que aparecia com freqüência. Falei ao Belo: ficaria linda em nosso jardim. Que tal? Quando ele então, sem pestanejar, respondeu: na volta, vamos escolher um local de fácil acesso e pegar um galho. Ao retornarmos, paramos em uma pequena entrada, no acesso de uma barragem que fornece água para a cidade. Dali nossos olhos avistavam a linda Santa Maria”: Cidade Universitária”. E foi aí, também, que tiramos a muda da flor. Uma majestosa sete léguas que faz jus ao nome, pois não pára de crescer. Não podemos dizer, mas pode atingir oito...dez metros..vai sempre se estendendo. Necessita de tutor, precisa ser educada com amarras. As flores,levemente perfumadas e com formato de trombeta, aparecem durante todo ano, sendo que principalmente no verão e primavera. São de cor rosa com pequenas listras avermelhadas. Requer podar para segurar o desenfreado alongamento. Notei que tolera baixas temperaturas, apesar de ter perdido algumas folhas. Estive lendo que são originárias da Oceania, Austrália e Arquipélago Malaio e que, as vezes formam frutos, do tipo cápsula, longos e chatos, mas a minha ainda não deu.

Nome científico..............Pandorea ricasoliana
Nome popular.................Sete léguas
Família..................... Bignoniaceae
Sinonímia................... Pandorea ricasoliana, Tecoma mackenii, Tecoma ricasoliana
Divisão......................Angeospermae

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ROSAS PARA VOCÊ







Essas rosas ofereço ao meu marido que me proporciona incentivo para dar continuidade ao blog e aos visitantes com muito afeto e meus agradecimentos.

O que dizer de uma rosa? Por si só ela já diz tudo.Nem me atrevo escrever, nem vou pesquisar sobre elas.Essa roseira,da foto, tem muitos anos,nem sei quantos, mas todo ano ela é podada com muito carinho, na época certa e a retribuição são rosas cada ano mais lindas e mais perfumadas. Mas, já que não vou falar muito, que tal uma canção popular. Uma canção para brincar de roda, dessas que não deixa ninguém parado:



O Cravo Brigou Com a Rosa
O cravo brigou com a rosa,
Debaixo de uma sacada,
O cravo saiu ferido,
E a rosa despedaçada

O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar,
O cravo teve um desmaio,
E a rosa pô-se a chorar.

Autor??????????

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uma duna colorida



Era uma vez um...não, não é o gato xadrez, cheio de cores, de Bia Villeta. Lembro ter lido as rimas quando criança. Lia e ficava encantada... repleta de fantasias. Mas, voltando ao início se é ou não é um gato xadrez, não importa. O meu “gato” é louco. Louco varrido! Deu na “telha” e...lá fomos nós para praia. Não foi uma semana nem duas, muito mais! Gosto de praia, mas a rotina do vai e vem, do sempre igual, todos os dias no mesmo local, vendo a mesma areia, muita gente, água e mais água...me cansa um pouco. Gosto de mudanças, de aventuras, de ver coisas diferentes, de subir morros, andar por trilhas, de sair sem rumo. Daí lembre-me de uma frase que li , não lembro onde: “Um dia sem um clik não é um dia completo”. Bateu! Vou fazer umas foto.Dei uma escapadinha, sem compromisso e, sem destino certo. Sai caminhando, com pretexto lúdico. Perto da praia e, em um barranco arenoso parei. Era de parar mesmo, estava cheio de flores. Não foram plantadas ali, não era um jardim. Foi aí o meu primeiro clic naquele dia. Uma duna inteira de onze-horas.

A onze-horas é uma planta suculenta que tem ciclo de vida anual. Nativas da América do Sul, são delicadas, pequenas e rasteiras.Trazendo um ar romântico nos jardins e floreiras. Podem ser simples ou duplas ,pequeninas ou um pouco maior e de diversas cores, como rosa, pink, branco, laranja, amarelo, vermelho, púrpura, e outras mesclas. Elas se abrem pela manhã e se recolhem à tarde para abrir e brilhar novamente no outro dia.
Nome Científico: Portulaca grandiflora
Sinonímia: Portulaca pilosa ssp. grandiflora
Nome Popular: Onze-horas, portulaca
Família: Portulacaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América do Sul