sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A arruda e a façanha dos meninos



Não conseguíamos cultivar couve. Por mais que tivéssemos todo o cuidado não se desenvolviam. Após vários dias de observação notamos que as couves eram visitadas por borboletas que tinham  asas brancas e amareladas com bordas marrons, responsáveis pelo aparecimento de lagartas. Era um “prato cheio” para elas que se  alimentavam por vários dias das folha e talos indo até o extermínio total. Que lástima! Então ouvimos falar de que a arruda tem o poder de afastar os insetos. Não esperamos muito. Saímos então à procura de mudas de arruda as quais plantamos uma em cada canto do pequeno canteiro. Tiro certeiro! As borboletas não mais invadiam o canteiro de couves. Mas nesse meio tempo, entre comprar mudas, para afugentar borboletas, e plantá-las, rimos um pouco com as histórias do Bello. Como sempre, bem humorado, aumentando e fantasiando, deixou o conto cômico e trágico. Contou que a patente (vaso sanitário) onde vivia  era longe da casa. Pela noite, quando tinham que fazer xixi corriam para fora perto da casa. Era na colônia e não havia luz elétrica na época. Crianças ...cuidavam o quê? Nada. Um certo dia deu vontade de fazer pipi nos dois menores, no Bello e no irmão, um capetinha mais que o outro. Disseram: vamos ali naquela moita? Os dois concordaram. Com o passar do tempo descobriram que estavam urinando nos pés de arruda do qual o nono tirava folhas para colocar na cachaça. Deve ter ficado um licor de luxo! O nono morreu sem descobrir as façanhas dos netos.
Outros nomes: arruda-fedida, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte, arruda- fedorenta, arruda dos jardins, arruda de cheiro.
É originária do Sul da Europa. As folhas são fortemente aromáticas. A planta atinge até aproximadamente um metro de altura, apresentando haste lenhosa, ramificada desde a base. As folhas são alternas, pecioladas, carnudas, compostas, de até 15 cm de comprimento. As  flores são pequenas e amareladas. O fruto é capsular, de quatro ou cinco lobos salientes e rugosos, abrindo-se superior e inteiramente em quatro ou cinco valvas. A multiplicação pode ser feita por sementes ou estaquias. Tem planta macho e fêmea com folhas menores.
Na medicina popular é usada para: aborto, cólicas menstruais, digestão, diabete,dor de estômago, calmante, piolhos ,conjuntivite, afugentar lombrigas, sarna, lavar feridas, expectorar,  tosse, respiração, doenças do baço, rins, asma, bexiga,ansiedade, câimbras,dor de ouvido,flebite, gases, gota, hemorróidas, calvície, inchaço nas pernas, incontinência urinária,insônia, pneumonia e é um bom repelente de insetos.
Muitos usam  atrás da orelha serve para espantar maus espíritos e mau-olhado. Os antigos usavam para afastar doenças contagiosas. A igreja, no início da era cristão, fazia raminhos de arruda para espargir água-benta nos fiéis. Na antiga Roma a arruda era usada como tempero para carnes e as mulheres costumavam andar com um ramo para defesa de doenças contagiosas e afastar males não físicos.Na Grécia ela era usada para tratar vária enfermidades e contra as forças do mal.Nos escritos de 1551 de Hieronymus Bock(Botânico) recomendava aos monges  e religiosos para que ingerissem arruda, com alimentos e bebidas para garantir a pureza e a castidade.No Sul da Europa era adicionada à grappa , em licores,com fins digestivos. Uma mistura de arruda, sálvia,losna,menta,alecrim,lavanda,cânfora, alho,noz –moscada,cravo e canela era usada para não “pegar” pestes que matava muitas pessoas por dia na Europa.
Cuidado!!! Deve essa erva deve ser administrada com muita prudência. É tóxica. Para um chá as medidas devem ser exatas.É aconselhável muita pesquisa antes de usar.
 CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
Reino: Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Família:Rutaceae
Gênero:R.graveol
Ruta graveoleens
Nome binominal
Ruta graveolens
Fontes:

domingo, 29 de janeiro de 2012

Grassula – A escultura de jade



Faz lembrar uma escultura, um desenho, ou um objeto de matéria plástica...um brinquedo de montar peças... Só faz lembrar...é real, tem vida. É um vegetal. O criador deu um toque diferente, esculpiu até deixar a planta com formato exótico, excêntrico ou singular. Toda vez que vou dar de beber, fico admirando o formato, o quanto cresceu ...a tonalidade de cores de um verde claro para o escuro com bordas avermelhadas. Até então, eu não sabia o nome da pequena e apelidei de patinha de elefante. Oh minha bela plantinha, se tu ouvisse, pelo menos com um alto falante que fosse, escutaria com atenção meu afetuoso  brado : Linda!!! Mil vezes linda!E continuando, mais serenamente diria: agora não vou mais te chamar pelo apelido...já sei teu nome,te chamarei de jade pois realmente és como a pedra esverdeada e semipreciosa.
Popularmente chamada de ferradura, jade ou orelha de schrek(do desenho do filme de animação estadunidense de 2001).É uma planta suculenta, variedade da Grassula ovata -ou Crassula portulacea monstruosa-'Gollum'.originária da África do Sul. Possui um” tronco”, que com a idade, desenvolve formato interessante com vários segmentos que podem aumentar muito em um ano .Após vários anos pode chegar a metros. As hastes são formadas por folhas carnudas e espessas, com as pontas avermelhas É própria para cultivo em bonsai. É sensível a baixas temperaturas. A propagação pode ser feita por folhas ou estacas. As flores são normalmente insignificantes, agrupadas em cachos nas cores branca, rosa ou vermelhada. Gosta de meia sombra e solo drenado .Muita água amarela as folhas e pouca deixa-as enrugadas.
 Fontes:

sábado, 7 de janeiro de 2012

A suculenta bordada com pirógrafo






Feiras...adoro feiras de qualquer natureza e da FEISMA mais ainda. A FEISMA é uma feira realizada todos os anos em Santa Maria - RS. Sempre ampla e recheada de novidades nos diversos ramos da indústria e comércio, incluindo também pequenos negócios. Esse evento permanece por uma semana com intenso movimento, incluído apresentações de shows artísticos com muito som...barulho e rica iluminação. Esse ano, nos dias da feira, a temperatura estava mais amena do que em anos anteriores e com isso a nossa permanência naquele recinto foi prolongada. Gosto de ficar admirando as plantas...a ornamentação, os móveis e é claro, todas as novidades tecnológicas que a cada ano surgem para oportunizar inventores aumentar o desenvolvimento no setor do comércio.Saímos de casa dizendo que não iríamos adquirir nada.E realmente não estávamos necessitando de coisa alguma. Falar é fácil! Cumprir é muito difícil. Muitas vezes a compra é até por empolgação, o que não foi no nosso caso. Entramos em um setor da indústria alimentar onde fiquei conhecendo um produto denominado copa. Gulosa como sempre, não podia deixar de provar. O Bello comentou que sentia saudades dos tempos em que existiam produtos coloniais variados e naturais os quais saboreava com frequência na infância. Fazia anos que ele não ouvia mais falar desse alimento feito com carne suína. A copa é obtida de um corte chamado sobrepaleta (músculo do pescoço) que é curada e deixada para defumar. Muito claro e certo que não é dessa tal copa que estou com vontade de falar. É de uma suculenta que ao ver não resisti e acabei adquirindo por achar exótica e totalmente diferente das variedades que eu já tinha em casa.Falando a verdade: nem conhecia essa belezinha que amei...gostei ...comprei.
A Kalanchoe tomentosa, originária de Madagascar, é uma planta herbácea suculenta da família crassulaceae, denominada popularmente como kalanchoe, panda plant, orelha-de-gato ou calancoe. Tem folhas grossas e carnosas, (o nome da família vem do grego “crassus” que em latim significa espessas) verde prateadas, cobertas por pelos finos e brancos, dando um aspecto aveludado. As bordas das folhas são marcadas com um pontilhado marrom-ferruginoso,parecendo artesanato feito com pirógrafo, dando aspecto de queimadas. Crescem até aproximadamente 0,45 m. Gostam de locais ensolarados não por muito tempo ou meia sombra. É uma planta sensível a geadas e baixas temperaturas. Preferem solo rico em material orgânico com boa drenagem. A adubação deve ser feita, no período de crescimento da planta, durante a primavera ou verão. As regas devem ser abundantes, mas espaçadas, deixando secar o solo. No inverno as regas deverão ser espaçadas para evitar apodrecimentos. Para obter mudas é só fazer estaquia das folhas. Cultivada em jardins, para maciços, bordadura, em conjunto ou isolados, também em jardineiras ou vasos, em pleno sol ou meia –sombra. Ideal para compor jardins rochosos. A floração é rara e esporádica e do tipo terminal é anti-estética e rompe a harmonia do conjunto. A planta gasta muita energia e exaure-se após a floração, permanecendo então em longo repouso. No ambiente seco, precisa conservar o pouco de água que consegue absorver do solo. O tapete denso de pêlos das folhas diminui o movimento do ar diretamente na superfície dos tecidos, reduzindo assim a perda de água por transpiração. Cria-se uma fina zona de “ar-morto” ou “ar-parado”, bem no meio do emaranhado de pêlos prateados, assim o vento não chega ressecar a pele viva da folha, reduzindo muito a perda de água. Além do que, com o tempo, pode ocorrer a incrustação de muita poeira no meio destes pêlos, o que aumenta ainda mais a proteção das folhas. Quando retornam as chuvas às folhas são lavadas, até estarem limpas e renovadas pela umidade, passam então a funcionar plenamente, promovendo o desenvolvimento da planta.

Apreciam cálcio, devido a sua estrutura fortemente celulósica há grande necessidade deste elemento. Cascas de ovos moídas podem cobrir o substrato. Os adubos químicos recomendados para este tipo de planta devem ser mais ricos em Fósforo e Potássio e ter menores dosagens de Nitrogênio. O excesso deste último elemento provoca um crescimento excessivo, molenga e esticado, que destrói a beleza natural desta planta, a sombra excessiva faz o mesmo efeito. No substrato o ideal é usar a casca de pinos, madeira picada ou até um pouco de espuma de estofamento picada bem miudinha para aerar e reter um pouco de umidade. Este último sintoma é resolvido com o aumento gradativo da exposição ao sol, diminuição da rega e com a imediata aplicação de cálcio na forma de calcário, a casca de ovo moída demora mais a se decompor. As pedrinhas brancas de calcário ou de mármore, são excelentes fontes de cálcio. As folhas se soltam com facilidade quando este nutriente mineral está em falta.A planta é forte e resiste às temporadas chuvosas, mas o substrato encharcado torna-se intolerável.

Fontes:

http://www.guide-to-houseplants.com/panda-plant.html

http://www.paisagismodigital.com/port/item.aspx?id=100917-Kalanchoe-tomentosa

http://www.fazfacil.com.br/jardim/suculenta_kalanchoe_tomentosa.html

http://www.ceapdesign.com.br/familias_botanicas/crassulaceae.html

http://www.plantasonya.com.br/cactos-e-suculentas/kalanchoe-tomentosa-crassulaceae-de-madagascar.html

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A flor que veio saudar




Lindas flores! Formam um buquê... Não parecem estrelas? Penso então em fogos de artifício...penso na virada do ano...em Réveillon ...em DESPERTAR. Talvez elas queiram se mostrar para dar uma saudação ao ano que vai se iniciar . Com essas lembranças e apreciando as formas da flor, fico a sonhar: querendo mudar...pular sete ondas, usar roupa branca...comer sete uvas...
Ao apreciar a beleza das pencas, com tanta vida, lembrei também de Adélia Prado quando fala das roseiras em uma de suas poesias (meditação à beira de um poema):"Jóias vivas em pencas...”Não parece uma jóia essa flor?Não parece um doce de açúcar para festejar algo?”
Assim como a flor despertou e me saudou com sua rica beleza, eu agora a ofereço a você leitor, desejando que o ano que se inicia seja repleto de muita paz...amor...prosperidade...saúde...felicidade. Que seja recheado de boas mudanças. Feliz Ano Novo!

A flor-de-cera ,cerinha ou flor de porcelana é originária da Ásia e Austrália. É uma trepadeira perene, considerada como cipó, de textura semi-herbácea e ramagem pouco ramificada e ciclo de vida perene. Apresenta folhas opostas, coriáceas, carnosas e espessas. As inflorescências são do tipo umbela, axilares, pendentes, como pequenos buquês carregados de flores brancas a rosadas em forma de estrela e delicadamente perfumadas. A floração ocorre na primavera.Apresenta crescimento relativamente lento não exigindo muito cuidados. Gosta de locais úmidos e pouco sol. Pode ser plantada em canteiros, vasos e jardineiras. Necessitam de um suporte que pode ser fios paralelos, treliças ou grades. A consorciação com outras plantas não costuma dar muito certo, pois ela é um cipó, uma liana que vai se enrolando nas outras plantas perto. Os ramos sem flores não devem ser podados pois florescerão no próximo ano.Em regiões de clima frio, pode ser cultivada em estufas. Multiplica-se por estaquia ou alporque (alporquia).

Classificação:
Reino: Plantae
Divisão:Angiospermae
Classe: Eudicots
Ordem:Gentianales
Família: Apocynaceae / Asclepiadaceae (Observação: Alguns pesquisadores após estudos de filogenia fazem recomendações de que as plantas da Família Asclepiadaceae sejam consideradas como pertencentes à Família Apocynaceae. (Souza,Vinicius & Lorenzi Harri .Botânica sistemática. Plantaram, N.Odessa, 2000).)

Nome Científico: Hoya carnosa

Sinonímia: Asclepias carnosa, Hoya australis, Hoya motoskey
A segunda foto, mostrando a ramada do cipo tirei do blog:
lucia1000.blogspot.com
FONTES:
lucia1000.blogspot.com
http://www.jardineiro.net/br/banco/hoya_carnosa.php
http://www.fazfacil.com.br/jardim/trepadeira_flor_de_cera.html
http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A27flordecera.htm
http://meuquintal.blogspot.com/2010/12/flor-de-cera.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hoya_carnosa

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A notícia da feira






O telefone toca...toca... só pode ser o Bello querendo saber se já estou pronta com as compras. Ele é muito rápido e é específico na escolha do que se propõe. Neste dia cada um saiu para um lado. Cada um faz o que quer, como diz o nosso neto Nani. Cada um tomou um rumo diferente. Mas bem, o que queria ele no celular?
-Oi! Onde estas?- Renner...por?
- tem uma exposição de orquídeas aqui perto do popular shopping Independência.
- Vem dar uma olhada. Vale!
- Com certeza, vou até ai. Desliguei o telefone e...muita presa.
-Correria...correria...final das compras para o Natal ...para os amigos, colaboradores....amigo secreto...bem e é claro,para o maridão e a “mamma”. Essa com certeza, tenho que escolher a “dedo”.Será que vai sobrar tempo para ver flores? Que nada, é claro que vai. Impossível saber que tem uma exposição pertinho...pertinho e não apreciar...adquirir.Rápido! Rápido pequena mocinha, com esse pacote. Que coisa mais lerda! Já é muito tarde, tenho compromissos. E ela nada, parece que fazia por gosto: cada vez mais vagarosa. ..mais lenta. Uma Lesma! Como falta mão de obra...como faltam profissionais!!!Já são quase onze horas e eu ali esperando e ali... logo mais na rua...Mas valeu, e como! Foi, e tenho quase certeza, a notícia da feira, o melhor presente. Escolhi com carinho. Após olhar muitas espécies percebi: esta aqui, amarela, tão delicada, não temos. Moço! Vou levar essa. Quanto? Ai meu Deus! Poderia ser menos...mas que nada...Pequenas coisas...pequenos gestos...tudo que tem amor, vale a pena.E agora: “Vou me embora ...tenho muito o que fazer”.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A planta que se enfeitou para o Natal





À tardinha, ao cair do sol, fomos apreciar um coral nas escadarias da Catedral da Arquidiocese de Santa Maria. Foi um privilégio, presenciar bem pertinho. Foi divino! A noite passou, chegou o dia seguinte e eu sempre lembrando as músicas. Pela manhã, saí para olhar o jardim, acompanhada pelo som que teimava em ficar em meus ouvidos. Olha daqui, olha dali...admirando flores e suas cores...quando uma delas me chamou a atenção pelo seu formato arredondado. Mas por que aquela forma? Várias florezinhas juntas formando uma bola. Pensei...repensei ...fiquei por ali “remoendo” quando de repente, sem ao menos esperar, caiu a ficha: não a ficha de jogo nem de telefone, não, é provavelmente, o que você está pensando. E mesmo que talvez você seja dos últimos tempos – dos cartões – e não das usadas antigamente nos orelhões dos telefones públicos. É uma idéia que clareou em minha mente. É uma metáfora! Deduzi que a forma da flor é por estar se preparando para o Natal. E como! Não esperou o Natal chegar...foi se enfeitando aos poucos.Daí fiquei refletindo: e se nós também nos prepararmos para o Natal...para o Ano Novo. Se mudarmos agora...sabe mudar aquelas coisas que perturbam e que sempre estamos dizendo: ah,já decidi, depois do Natal ou depois do Ano Novo vou fazer...eu vou mudar. Mas não tem Ano Novo se não mudarmos. O novo poderá chegar mais cedo...depende de atitudes...de preparação...assim como a flor em forma de bola enfeitando a planta para as festas natalinas. Oxalá, podermos mudar...ter ações também diferentes, ter realmente um Ano Novo.
Não sei nada sobre esta flor. Dizem se tratar de uma flor do Japão: Hortência Japonesa?????????
SOCORRO! Se você conhece, diga-me o nome, por favor.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A flor que se vestiu de amor





Coitada! Tão humilde, se posta cabisbaixa com sua cor escura, parecendo estar de luto...enfim, a criatura vive sem graça. Hoje apareceu mais uma botando fogo pelas ventas ou assim como mula sem cabeça espirrando sangue. Credo! Que feio, não sei por que pensei assim, a vivente nunca cometeu sacrilégio...nem um pecadinho... nem se quer dormiu com o padre pra ser comparada com esses personagens mitológicos horrorosos. De repente...sei lá...pelo nome popular de dragão...pela cor, pelo jeito não verbal de se mostrar... como se se comunica. Resolveu se vestir assim de cor de vinho, puxado a sangue, tão diferente, por alguma razão muito importante a qual nem imagino...princípios da natureza. Oh Flor, minha flor, não te desprezo por te ver assim. De tanto te observar, até por espanto meu, estou te admirando ...te achando mais que um encanto no meu rico, belo e pequeno recanto. Me conquistou , já não te vejo de vinho...te vejo vestida de amor.

Conhecida como flor-dragão, flor-dragão-do-quênia, huérnia, húernia do quênia,dragon flower e fantasma.
É uma suculenta da família das Asclepiadaceae, a Huernia keniensis é originária da África, mais especificamente da Quênia. As flores, com cinco lóbulos, de forma exótica, surgem na base, são “sem graça” e de cor vinho escuro. Têm cheiro de carne em decomposição, o que atrai moscas, seus polinizadores, contudo o cheiro é tão fraco que normalmente não é sentido a menos que se a coloque diante do nariz. A floração ocorre na maior parte do ano. Tolera tanto o sol-pleno quanto meia sombra. Sob sol pleno ela se desenvolve menos, e seus ramos se tornam mais avermelhados como forma de se proteger da radiação solar. Quando plantada em vaso ela vai aos poucos tomando toda a área com suas novas brotações, expandindo a sua touceira. Os frutos, com o formato alongado, são um par de folículos que quando estiver maduro vai secar e começar a abrir. As sementes devem ser colhidas em breve - elas voam igual a semente de dente de leão (aqueles "balõeszinhos") só que maiores. As sementes podem ser plantadas em mini estufa. A propagação também pode ser por estaquia.
O gênero Huernia possui aproximadamente 60 espécies. O nome Huernia foi dado em homenagem a Justin Heurnius - 1587-1652
um holandês missionário com fama de ter sido o primeiro coletor no Sul Africano . Várias espécies de Huernia são consideradas alimentos pelos habitantes do sul da Etiópia .É encorajado o plantio pelos agricultores locais em paredes de pedra formando terraços.
. Reino:Plantae
• classe: Equisetopsida C. Agardh
• subclasse: Magnoliidae Novák Takht ex.
• superordem: Asteranae Takht.
• ordem: Gentianales Juss. ex Bercht. & J. Presl
• família: Apocynaceae Juss.
• Subfamilia : Asclepiadoideae
• género: Huernia R. Br.
• espécies: keniensis Huernia RE Fr.
(Tribus : Ceropegieae )
Fontes:
http://www.tropicos.org/Name/50143940
http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Huernia_keniensis

http://database.prota.org/PROTAhtml/Huernia%20keniensis_En.htm
http://www.florestadesuculentas.com.br/blog/2009/06/huernia-keniensis/
http://marcuscorradini.blogspot.com/2008/05/huernia-keniensis.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Huernia

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A sorte da rainha






Quem te viu e quem te vê. Só eu que recuperei a rainha posso afirmar que se trata da mesma vivente. Estávamos ausentes quando ela, a dita cuja, não suportando mais o peso e a fadiga pelos seus vastos ramos, despencou com o seu xaxim e todo substrato, da ramada do pé de maracujá onde estava suspensa. Ficou debruçada no piso escaldante de cimento, sem água... nem mesmo uma gota de orvalho, sem carinho...sem cuidados...sufocada nas trevas. Ninguém via nem ouvia seu pranto nem seu lamento. Estávamos longe. Até então estava ela sobrevivendo mesmo com tantas carências. Um dia, por sugestão anterior, o pé de maracujá veio a baixo. Foi aí o sofrimento maior. O sacrifício total! Sendo ela pisoteada, amassada e coberta pelos ramos do pé inteiro de maracujá. Sabe lá quantos golpes levou com o furor do trabalhador. Foi amontoada junto com o estrupício do emaranhado total dos galhos da ramada. É lamentável não podermos estar sempre presentes e poder acompanhar o trabalho sugerido ou pedido. Como no final das podas e arrumações, por melhor que seja o jardineiro, sempre sobra algo para o dono. Então, mesmo um pouco desanimada com o que via, tive que colocar “ordem na casa”. Senti um frio no coração e uma pontada no peito ao ver o estrago feito com minha mimosa. Está morta! Não tinha mais esperança vendo o estado lamentável em que se encontrava. Mas não. Foi aí que ela teve sorte...quem diria que a desordem do jardineiro contribuísse para essa nobre causa: o transplante. Ela teve sorte? Não só ela... eu também. Ah, mas mesmo desnorteada, mas com muita emoção, juntei o que sobrou e plantei com muito cuidado. Hoje, muito viva e agradecida, ela nos oferece uma linda flor. Se posta com divino esplendor, forma graciosa e delicada, tornando mais colorido e harmonioso nosso recanto. Jardineiro, obrigada pelo estrago que fizeste.
Epiphyllum ( / ˌ ɛ p ɨ f ɪ l əm / ) do grego significa "sobre a folha". As flores parecem surgir diretamente das folhas. São conhecidas como Dama da noite, Rainha da Noite ou princesa. É um gênero de aproximadamente 19 espécies depífitas nativa da América Central e do Sul. Alguns cientista sugeriram que a epis híbrido com flores coloridas deveriam ter um nome próprio. Nada foi oficialmente decidido. Amadores e produtores continuam chamando de híbridos Epiphyllum , abreviando para epis. Produz flores vermelhas e é a mais familiar em coleções, com fantásticas flores coloridas que florescem durante o dia permanecendo abertas por até quatro dias. Na verdade, esses híbridos raramente envolvem espécies de Epiphyllum como um pai. Eles são principalmente híbridos dos gêneros relacionados, tais como Disocactus, Pseudorhipsalis e Selenicereus.
Crescem em árvores, onde fixam suas raízes na matéria vegetal em decomposição em cantos e recantos de galhos. A Epis é pouco encontrada perto do solo rochoso, onde as suas raízes encontram seu caminho em fendas rochosas. O ambiente tropical lhes fornece calor e alta umidade o que é muito importante pra essa planta além de sombreamento e pleno sol. Verdadeira Epiphyllum florescem durante a noite. Híbridos de flores durante o dia.
O uso de vasos de plástico ao invés de potes de barro ajuda a manter o solo fresco e úmido. Uma vantagem para vasos de plástico é que as raízes não se prendem ao interior dos potes. No interior de potes de barro pode resultar em muitas raízes quebradas que vão se infiltrando nos poros. Elas nunca devem ser cultivadas em vasos maiores do que elas precisam para serem confortáveis. Parece encorajar uma melhor floração. No outro extremo, se o pote é muito pequeno a planta pode parar de crescer. Envasamento para o pote de tamanho maior só é necessário a cada dois ou três anos.
Plantas com hábito pendente são adequados para cestos. Como talos crescem caem ao longo dos lados. Ao pendurar na estufa temos que ter em mente que as plantas não gostam de calor elevado e pleno sol, que é freqüentemente encontrado no alto de uma estufa.
O solo para Epis deve conter algum material orgânico. Precisa ter uma reação ligeiramente ácida. Um pouco de esterco bem envelhecido também é útil.
Nunca deve secar totalmente. Por outro lado, vão apodrecer as raízes se o solo é sempre encharcado. Quando o sol atinge a planta em seu ambiente natural, é filtrado através dos galhos e folhas das árvores. Nunca são submetidas a pleno sol. No entanto, é interessante notar que as plantas que crescem em árvores muito densas vão ser encontradas no alto onde tem mais luz disponível. Não querem pleno sol, no entanto, precisam de luz muito brilhante. Se for cultivada em muita sombra, a floração será pobre. Não devemos colocar no chão, mas sim em um banco ou uma mesa bem longe do solo e ao ar livre.
Fontes:
http://www.theamateursdigest.com/epis.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Epiphyllum
http://nightgoose.multiply.com/photos/album/705