sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A Fiteira que ofuscava os olhos







               
Amanhecia e anoitecia, subia e descia, ia e vinha e eu sempre permanecia com o mesmo pensamento. A idéia passava o dia na cabeça, parecendo uma sombra...um fantasma, martelando com uma insistência perturbadora a fim de encontrar uma resposta sem o mínimo de esforço,desde o amanhecer até o anoitecer. Pois é, assim ocorreu desde que eu vi uma planta e fiquei intrigada e encantada com os frutinhos de um tom vermelho radiante e brilhante que ofuscava os olhos mais parecendo bolinhas de  porcelana do que  massa orgânica. Sem nenhum retorno, comecei a indagar um e outro e nada de saber o nome da boniteza (palavra que incorporei ao meu dicionário informal, citada por uma zeladora de um prédio quando se referia a beleza de uma pessoa – dizia que a boniteza valia menos do que a sabedoria ). Passaram-se uns quatro dias e não me contive, sai com uma folha pelas ruas e moradias até que uma jovem senhora, cultivadora de folhagens, com muita gentileza se expressou: é uma fiteira! Que esplendor!   Tens uma muda? E o assunto foi tomando forma. Ótimo, descobri o tão procurado nome. Não deixando por menos resolvi fazer uma busca no Google. Mas como sempre tem a hora da bobeira, coloquei somente fiteira. Que “rolo”! o que mais aparecia era:mulher teatral na maneira de falar ou gesticular: mulher que gosta de exageros; procura criar uma outra personalidade da pobreza da sua; mulher que faz fitas; vendedora de fita; mulher fingida; galanteadora; namoradeira...vitrine de loja. E ai foi rodando o tempo quando percebi que seria melhor procurar por figuras. Viva! mil vezes ...agora sim tudo esclarecido, deixo aqui para  curiosos ou para quem gosta de plantas assim como eu ou um pouco mais ...ou menos.
A fiteira é também conhecida como coqueiro-de-vênus, cordiline, dracena, boa sorte planta, palmeira lily, dracena vermelha, lírio palma Sua origem é da Ásia, Polinésia, Oceania, Malásia e Índia. As flores são pequenas perfumadas e numerosas de cor brancas, rosa  e perfumadas. As folhas são lanceonadas  e de coloração verde , vinho, vermelha,roxa,rosa, marrom variando com creme a amarelo em uma combinação de cores. Os caules são delgados eretos e rodeados de cicatrizes foliares e de cor marrom claro. Os frutos são pequeninos  arredondados, brilhantes e vermelhos. É usada pelos sacerdotes Kahuna e chefes Ali’i , no Havai,em rituais. Também usadas para traçar fronteiras, para descer colinas, amarrando várias folhas, em uso medicinal como anti séptico e diurético. Dos rizomas pode ser feito licor( okolehao)  cozendo e embebido em água  ou destilada como aguardente . Podem ser cultivadas isoladas em vasos e formando maciços, conjuntos e bordaduras no jardim, principalmente junto a muros. As folhas, no Havai  podem ser aproveitadas para embalagem de alimentos, revestimento de mês,capa de chuva, roupas, saias de hula, sandálias tolera muito bem o frio e multiplica-se por estacas e mais raramente por sementes.
Classificação científica
Reino........Planae
Divisão......Magnoliophyta
Classe.......Liliopsida
Ordem.......Asparagales
Família      Asparagaceae
Gênero......Cordyline
Espécie      C. fruticose Cordyline
Fruticosa
(L) A
ChevSinônimos:
Espargos
terminalis L.
Convallaria fruticosa L.
Cordyline terminalis  Kunth
Dracaena terminalis Lan
FONTES;




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A tão Procurada Palmeira Inajá







Minha amiga e eu queríamos conhecer Bonito (Mato Grasso do Sul), mas sempre só queríamos, até que em um airoso dia, jogando conversa fora, falando sobre tudo , todos e mais um pouco, saiu novamente a brilhante idealização: e nossa viagem que havíamos falado há tanto tempo, vamos ou não vamos ... a conversa foi rolando, criando corpo, e após incorporar inúmeras vantagens, a idéia foi se consolidando até tomarmos a decisão de ir.Isso já fazem uns treze anos. Em Bonito, na fazenda Matão, morava, na época, uma sobrinha minha muito querida. Unindo o útil ao agradável, falei para ela que iríamos para aqueles lados e então pedi que reservasse para nós uma pousada. Íamos ficar uns dias na cidade para conhecer as maravilhas naturais e após faríamos uma visita para ela que distava quase duzentos km do centro. Ficou radiante de felicidade, pois muitas vezes havia feito o convite e eu, a promessa de ir. Após tudo preparado, partimos.  Nunca esquecerei nossas aventuras. Horas e horas dentro de um ônibus com poucas paradas e muito sono até chegar ao destino. Após um relaxante banho e um ótimo café, partimos para os passeios. Compramos um pacote que incluía vários passeios, entre ele: A Gruta do lago azul, flutuação no rio Sucuri,  balneário Municipal e outros. Em cada cantinho fazíamos uma pausa, encantadas, observando  a diversidade da flora e fauna e sua beleza natural. Água cristalina e clara onde podíamos ver claramente os peixes em belos movimentos e outros animais aquáticos. Uma surpresa a cada dia. Em um desses locais havia muitas palmeiras, várias delas eu nunca tinha visto. Atraída pela beleza, curiosa e observadora, fui entrando no verde natural, quase virgem, sem caminhos, embrenhando-me palmeiral adentro. Olhando um pouco para cima...um pouco para o solo. Havia muitos frutos caídos brotando mesmo fora do solo. Um deles veio na mala dando um louco passeio. Coitado! Se tivesse o poder de pensar, nem imaginava onde ia parar. Ao chegar, com muitas novidades para contar...após  ser tudo organizado, plantei o fruto da palmeira já com um broto de uns vinte centímetros. Ele cresceu, se desenvolveu e surgiram as primeiras flores e frutos na base do caule.Na base!? Somente eu estava vendo isso. Palerma por não observar o suficiente, ia  incansável,  procurando o nome da planta em que os cachos surgiam na base. Após, quase exausta de tanto procurar e já quase esquecida da planta, encontrei. Estava procurando por outras plantas quando, dou de cara com a palmeira. É claro, nunca iria encontrar com o modo que estava pesquisando, pois os cachos são intrafoliares.
A Inajá é uma palmeira nativa do Brasil. Esse nome vem do Tupi. Segundo o folclore  Inaja ( naja) era uma índia brasileira cheia de graça e beleza. A Inajá pode ser encontrada no norte da América do Sul, na Colômbia, onde é conhecida como guichire, na Venezuela , de cucurito, anajá e cusu, na Bolívia de huacava , no Equador de inayia ,na Guiana Francesa e Suriname de maripa, no Peru  de inayng, na  Guiana, kokerit-palm e nos  Ameríndios de aritá. De nome científico Maximiliana maripa. Sinonímias:  Attalea venatorum, Cocos venatorum, Maximiliana regia,  Maximiliana stenocarpa,  Maximiliana venatorum e Palma marica.
Pode crescer  até 20m de altura e ter um diâmetro de 100cm. A inflorescência é intrafoliar. Os frutos  que dão em cachos,são ovóides ou oblongos. Quando o fruto está  maduro é pastoso , oleoso e  amarelo  e de sabor adocicado.A planta produz 5 a 6 cachos por ano, com 800 a 1.000 frutos por cacho. Os frutos podem ter até 4 sementes e podem ter total  aproveitamento na produção de biodiesel ( energia renovável). O óleo tem menor acidez do que o dendê e tem ácidos graxos essenciais e um grande valor comercial. Do fruto pode ser feito bebidas, como o vinho, podem ser usados em cosméticos,  alimentos(as amêndoas podem ser consumidas in natura o fruto pode ser cozido e o sabor é adocicado. É calórico, possui  fósforo, magnésio, proteína, ácidos graxos. A planta tem várias utilidades.É usada como ornamental. Do conjunto de folhas imaturas pode ser retirado palmito comestível. As folhas novas são usadas em coberturas de casas e confecção de abanos, cestas e chapéus. As espatas da inflorescência são utilizadas como fruteiras e servem também como arranjos e porta ração ou água para animais domésticos. Tem potencial na confecção de bijuterias. Os principais dispersores das sementes são as antas, araras, cutias, jabutis, macacos, pacas, tucanos e porco-do-mato.
CLACIFICAÇÃO:
Reino:           Plantae
Divisão:        Magnoliophyta
Classe:          Liliopcida
Ordem:        Arecales
Família:        Arecaceae
Gênero:       Attalea
Subfamília:  Arecoideae
Espécie:       A. maripa
FONTES:


sábado, 14 de fevereiro de 2015

O aguapé em outro céu. Maria Tereza Bedin Maneck





Já perceberam que os encontros, reuniões ou festas familiares, parecem estar aos poucos saindo do desgaste e voltando aflorar aos poucos. Tive a oportunidade de ir, e em vários desses encontros estive presente por convites. Mas como ninguém se encontra sozinho...é necessário marcar a visita...a reunião ou o encontro. E assim aconteceu com meu marido no ano passado. Ele sempre falava em se encontrar com os parentes...só falava. Um dia, em uma dessas conversas das redes sociais, ele encontrou um primo e logo foram falando, relembrando os tempos de criança, as aventuras, as artes...os familiares. Desse bate-papo, surgiu a idéia de então fazer um encontro da família. O encontro da família Malfatti. E não demorou, tocaram para frente e o encontro aconteceu em Dois Lajeados, Serra Gaúcha Acredito tenha sido o encontro de família mais divertido do mundo. Uma festa italiana! Muita comida, muita risada...gargalhadas, gestos, afetos carinhosos assim como... tu ta gordo! Corado... Bonito. Há, e os contos...cada um tinha um conto que fazia questão de contar. Sem falar da gaita, dos cantos e dos pares dançando. Após muito vinho e já estonteados...cansados, resolveram fazer um passeio para ver as casas onde moravam. É claro, fui junto. Admirando tudo...casas de pedras, capitéis, caminhos antigos...abandonados. Quando, de repente, um enorme açude que eles chamavam de paluda (em italiano açude é paluda). Essa paluda, semelhante a um céu,se encontrava transbordando de patinhos. Não, não é o que estão pensando...não eram aves. Eram aguapés. Que deslumbrante! Tanto que eu queria uma daquelas plantas no meu jardim. Agora pareciam despencaram do céu aos meus pés. Muito certo, enquanto a turma estava entretida, achei um jeito de arrastar para fora da água uma maçaroca deles. Até agora não esqueço, pareciam suspensos, flutuando, bailando ao toque do vento livremente. Alguns enroscados em paus, pedras e outros obstáculos. Outros até pareciam estar preso ao solo, no fundo do açude, Um rendado natural construído ponto a ponto. Um arranjo enfeitando a solidão. Suplicando para não deixar morrer o passado. Hoje, aqui no novo ninho o patinho floriu. Um novo céu bordado. Que espanto! Que encanto!
 O vegetal aquático chamado de  aguapé (do tupi  awa’pé ) é também conhecido como orelha–de-veado, pavoá, rainha-do-lago, uape, uapê, patinho, baronesa, orelha-de-jegue, miriru, camalote, dama do lago, aguapé-de-flor-roxa, murumuru, murerê,mururé( do tupi muru’ré)  mureru,mururé-de-canudo, orquídea-d’água, gigoga,  pareci e  pavoã . Em Portugal e Angola é conhecido como jacinto-de-água  por ser muito parecida com a flor  do vegetal  terrestre, o jacinto.
Esta planta possui raízes longas que podem chegar até um metro, rizomas, estolões, pecíolos( cheios de cavidades de ar ) folhas e inflorescências.As flores tem pétalas lilases( azuis/violetas) com margem lisa e uma mancha amarela na pétala superior. A parte do vegetal que fica fora da água pode ir de centímetros até um metro aproximadamente. Tem muita água - 95%. A reprodução ocorre por sementes e brotações. Vivem em rios lentos, lagos e lagoas de água doce. É um filtro natural que tem a capacidade de incorporar, em seus tecidos, grande quantidade de nutrientes. Suas raízes longas, com muitas bactérias e fungos, atuam sobre as moléculas tóxicas, quebrando sua estrutura e permitindo que a planta assimile estes componentes tóxicos. Assim são utilizados na despoluição de lagos e outras águas paradas poluídas. Servem de habitat para a fauna, desde microorganismos até aves. É usada como alimentação de animais, na Índia, produzem gás metano para alimentar os geradores de energia elétrica, construção de armadilhas de peixes, adubos, tijolos do tipo adobe, produção de papel, nas ornamentações, confecção de esteiras, cordas, cadeiras, cortinas, cestas, bolsas. Os índios Guató usavam essa planta no Pantanal par fazer esteiras para dormir, atualmente eles fazem artesanatos com o pecíolo da flor. Tem propriedades medicinais se forem cultivadas para esse fim. Indicados para febre, hepatite, excitação nervosa, furúnculos, abscessos e rins. Usados em decocção ou maceração das folhas para hepatite. A mucilagem se aplica sobre furúnculos e abscessos. A  infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética.
Classificação científico.
Reino:   Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe:  Liliopsida
Ordem: Commelinales
Família: Pontederiaceae
Gênero: Eichhornia
Espécie: Eichhornia crassipes
Sendo Eichhornia uma homenagem ao ministro prussiano Eichhorn – crassipes, do latim, pé gordo, relativo ao pecíolo inflado
FONES:

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O guabiju e a saudade














As lembranças surgem aos poucos, vão tomando forma e a saudade chega trazendo junto a vontade  e a inspiração de escrever agora benzida no refúgio da alma, na faculdade da memória. Com afeto, recordo dos doces dias de criança quando, nas matas, campos ou em margens de rios meu pai e eu andávamos descontraídos. Ele mostrando árvores frutíferas, colhendo e fazendo sentir o sabor de cada fruta. Muitas vezes eu subia nos ombros dele para colhê-las, então as frutas tinham ainda mais sabor.Tinha uma que passei a chamar de veludo – era o guabiju. Os anos foram caindo nos degraus do tempo e eu não esquecia. Almejava ter um pé de guabiju em meu pomar...colher os frutos e voltar a sentir o sabor que não havia esquecido. Dizem: pensamento positivo – você terá o que quer. Pois é...um dia meu irmão voltando da fazendinha trousse junto uma muda. Ah! Que felicidade! Agora eu teria novamente as frutinhas ao meu alcance. Ele escolheu o local e plantou. Custou muito...um dia teve a grandeza de se desenvolver...florir e frutificar. Não requer um pé de guabiju para lembrar do pai...mas esse guarda recordações muito especiais... pessoais e grandiosas: o rico carinho que ele tinha pelos filhos.

Guabiju
Outros nomes: Guabijeiro, guabiroba-açu, guabigu-guaçu, guabiju-açú,guabira-guaçú, guajaraí-da-varzea,guavira-guaçúé, arrayán indígena, guajabo negro. Em guarani: yguabi-jy (=fruta que se come) e ygua-pi-jy (=fruta de casca rija), guaviyiu ou guaiavayú (= fruto com penugem)
Nativa do Sul do Brasil, a árvore tem mais ou menos 15 m de altura, de crescimento lento, com tronco tortuoso e nodoso, de casca liso-acinzentada. Folhas pequenas, perenes, de coloração verde e com ápice pontiagudo. Flores melíferas de cor branca, ocorrendo de outubro a janeiro.Os frutos são globosos, de coloração roxo-avermelhada, com 1 ou 2 sementes. Frutifica de janeiro a fevereiro.
Multiplica-se por sementes, sendo muito disseminada por animais.
Valores nutricionais e utilizações: efeito antioxidante, alto teor de antocianinas, flavonóides( presentes na casca de cor roxa, quando maduros) e betacaroteno. Compostos com ação anti-inflamatória, que combatem o envelhecimento, previnem câncer e doenças crônicas degenerativas. Melhora os níveis de colesterol, com redução de LDL(“ruim”) e protege o fígado, diminuindo os níveis de gordura.; Regula as funções intestinais e auxiliam no combate as anemias. As folhas desta planta são popularmente utilizadas no tratamento de diarréias. Indígenas Kaiowá e Guarani utilizam a casca para dores estomacais. Servem também para elaboração de doces e geléias, refrescos e sorvetes. A madeira eé dura e resistente, muito utilizada para mourões, cercas e lenha.
Chá de guabiju:
-folhas de hortelã
-água com gás
-quatro guabijus picados
- faça a infusão com as folhas de hortelã, bem concentradas. Espere esfriar, acrescente a água com gás e os guabijus.

Classificação científica
Reino:
 Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Género: Eugenia
Espécie: E. guabiju
Nome binomial: Eugenia guabiju







http://frutaspoa.inga.org.br/guia-virtual/guabiju.html

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sete - Capotes










Os anos foram se arrastando e eu não esqueci  determinados acontecimentos de quando criança. Eu só, de frutos silvestres, conhecia a pitanga. Ah! Como eram gostosas...que satisfação correr nos campos e encontrar pitangueiras...apreciá-las ...degustá-las. Mais tarde quando tinha uns 13 anos fui convidada para comer sete -capotes. O convite partiu de uma amiga, prima de minha irmã de criação( Nelcinda) – A Neorinda  que morava em Mata, na época , mais especificamente no Sertã- uns 7 Km daqui. O que é isso?  Pensei...repensei ...não tinha noção do que seria. Carne? Mingau? Um tipo de abóbora? Bobinha e envergonhada não queria ser entendida como ignorante. Meio nariz empinado, não fiz perguntas. Mas  por outro lado, não esquecia   proposta, nem o dia, nem aquele nome estranho e muito esquisito.  Novamente, no ano seguinte, foram feitos vários convites...minha irmã ,que havia morado do interior, já conhecia e fez comentários:  são frutos gostosos. O tempo correu...se afastou do estão presente, fiz uma casa...um belo pomar. Tinha um senhor que vendia mudas de plantas. Era sempre o mesmo, Já o  conhecia a anos. Então perguntei: o senhor tem algo exótico...diferente...ou  fruto silvestre. Sim, disse ele, vários. Então comprei  três mudas:  pitanga gigante, morango de árvore e o tal de sete capotes que ele , na época,deu um outro nome. Passaram-se os anos e um dia desses observei várias flores brancas e lindas na árvore. Por sorte o caminhão de mudas se encontrava a poucas quadras daqui. Meu marido também não conhecia e intrigado com tal fato, quebrou um galho  e foi logo até o vendedor para descobrir ou saber do que se tratava. Disse ele: Sete- capotes. Meu  Deus!” Tantos anos...agora terei uma fruta que havia ouvido falar quando criança.
Sete capotes é uma árvore com 4 a 10 m de altura que tem uma copa arredondada.  A casca e suberosa ou grossa com várias camadas. As folhas são simples, opostas e verde foscas  com nervuras distintas. As flores são grandes, 5 a 7 pétalas brancas com 3 a 4 cm de diâmetro. A sementes  são de cor creme e germinam de 40 a 60 dias . Os frutos são  de cor verde amarelados e bem globosos.A planta tem crescimento rápido e é resistente a secas e geadas com frutificação a partir do terceiro ano. Os frutos são consumidos in-natura ou na fabricação de geléias, sucos e sorvetes. É originária do  Brasil. Sete capotes está sendo empregado na medicina popular para distúrbios gastrointestinais e hepáticos , no tratamento da diarréia e para baixar a pressão arterial.Reduz o colesterol. Previne gripes e resfriados.  Possui grande nível de vitamina C  e do complexo B. A casca e  a semente apresentam açulo de óleos essenciais com aroma herbáceo-amadeirado dos frutos.A madeira é utilizada na carpintaria e para fazer carvão.Os índios usam as folhas como fortificante. È também usada na ornamentação.
O Nome científico é campomanesia guazumifolia. Popularmente conhecida como Gabiroba, aguaricará, Araçá, sete- capotes, sete casacas, araçá –do- mato, Araçazeiro grande, capoteiro,   capote, guavirova, pêssego-do-mato, sete-capotas, sete-capas, solta- capotes, capoteira, sete-casacas, Ibirá-piroca, marmelero. A palavra aguaricará vem do guarani e significa fruto da árvore de tronco coberto por vária camadas de cascas.
Divisão: magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Gênero Campomanesia(Ruiz & Pay – 1794
Espécie: Campomanesia guazumifolia


http://proceedings.galoa.com.br/slaca-2013/trabalhos/caracterizacao_do_oleo_essencial_de_cascas_e_sementes_de_sete_capotes

http://coralx.ufsm.br/ifcrs/resulfitotera.htm
http://www.ars-grin.gov/cgi-bin/npgs/html/taxon.pl?409838
www.refloresta-bahia.org/br/amargosa/campomanesia-guazumifolia Mais http://www.refloresta-bahia.org/br/amargosa/campomanesia-guazumifinformações




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Minha plantação de jiló






O meu reduzido conhecimento sobre o jiló foi um dos incentivos para uma pequena pesquisa. Não esperava que  fosse inclusive um divertimento. Fiquei lendo o livro” Um garoto em perigo” de Márcio Poletto, a história em quadrinhos de HQ  “Cadê o Jiló”, ouvindo a canção   de Luiz Gonzaga “Que nem Jiló” que diz::
“ Ai quem me dera volta
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz doer
E amarga que nem jiló”
Gostei da canção de autoria de  Palmira e Ivan da Corina” “Meu doce de Jiló”
 Nas mazelas do amor
Cada um com seus defeitos
Eu te carrego no peito
Cuida de mim do teu jeito
Faço do teu amargo
O meu doce de jiló
Melhor sofrer a teu lado
Que na vida viver só
Se eu troquei com ela
Juras pra sempre, eternas,
Se tremeu a luz da vela
O teu amor me espera
Sigo com mais esperança
Boto fogo na fervura
Vamos levando essa dança
Inda que morra de loucura
Faço do teu amargo
O meu doce de Jiló
Melhor sofre do teu lado
Que na vida viver só.
Mais alguns sites e encontro: novela “ Roque Santeiro” de Dias Gomes e Aguinaldo Silva – matei a saudade...tanto tempo sem ver novelas....”Jiló vê a mocinha e Roque se beijando
 “Pelos ditos e não ditos” ...vou ficar com a frase” Faço do teu  amargo o meu doce de jiló”    - Que tal? Faça você também...
Mas, e o Jiló?
A primeira vez que apreciei o jiló foi em Vila Matias, hoje Mathias Lobato – MG onde estive  por um mês por ocasião de participar de u projeto de extensão universitária – Projeto Rondon –aproximadamente no ano de 1973. Desde então nunca mais tinha visto nem frutos, nem sementes ou pratos. O ano passado quando fiz um passeio em Bonito, estado de Mato Grosso do Sul, passei por uma loja de sementes e como sempre, não me contive e fui dar uma olhadinha com a intenção de encontrar algo diferente. Qual não foi a surpresa agradável que tive: encontrei sementes de jiló . Sem querer saber se seria cultivável aqui no Sul, adquiri dois pacotinhos. Semeei nas “escuras”. Deu certo! Tenho alguns pés que floriram e os jilós estão crescendo saudáveis. Não vejo a ora de poder preparar alguns pratos com esse amargo fruto saboroso.
O jiló ou jinjilo é o fruto do jiloeiro originário da África Ocidental.É cultivado em vária regiões do Brasil, principalmente na região Sudeste, principalmente  nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Requer solo arenoso-argiloso bem drenados e temperatura entorno de 26 a 30 graus. A propagação é feita por sementes e a colheita iniciada após 90 a 100 dias após o plantio .Existem diversas variedades de jiló- Morro Grande e Rei do Verde que são arredondados e o Verde Claro que é alongado.O fruto é exótico com sabor marcante muito amargo. A casca é fina e brilhante de forma arredondada a ovóide e de cor esverdeada. A planta é herbácea e pode atingir um metro e meio de altura. Possui vitaminas A, do complexo B e C. Contem minerais como o cálcio, ferro e magnésio. Tem baixa quantidade de calorias( 40 calorias em cada 100gramas)– o fruto  possui mais de  90% de água em sua composição.Tem compostos bioquímicos denominados flavonóides, alcalóides e esteróides que são antioxidantes protegendo as artérias e com isso impedindo  o colesterol e à halitose.Poderoso aliado no tratamento de distúrbios hepáticos e dispepsia biliar. Pode ser consumido cozido, frito, grelhado e também como ingrediente de várias receitas. Uma dica para que fique menos amargo é a de cortar em quatro partes e deixá-las de molho com sal por 15 minutos.
Classificação científica:
Espécie: Solanun gilo
Fontes:



terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Orquídea e meu aniversário






Fazer aniversário é só completar mais um ano de vida, é o total de uma soma de dias vividos superando obstáculos...aprendendo...amando...fazendo amigos....construindo uma mente melhor, mais sadia, para ter atitudes melhores perante tudo e todos e, sobretudo, agradecer, com mais carinho, a Deus e aos demais que nos amam, que nos estimam, por estarem ao nosso lado nessa caminhada. Obrigada a todos por tudo e em especial, ao meu querido marido que não precisou muito para entender o “meu mundo” e ter me feito mais um agrado com uma bela orquídea exótica muito delicada e graciosa.
Cymbidium ow é uma orquídea originária principalmente da China, Índia, Nepal Tailândia, Filipinas, inclusive da Austrália. Foi descrita, em 1799, por Olof Swartz (abreviado Sw) um gênero com muitas espécies. Podem ser epífitas, rupícolas (vivem paredes, muros, roxas...), terrestres e ocasionalmente saprófaga. Nas regiões de clima frio a floração é mais acentuada. Essas plantas vendidas no Brasil são na maioria híbridas e não catalogadas, por isso levam apenas o nome do gênero da espécie, Cymbidium. Possui uma beleza encantadora e nuance entre pétalas, sépalas e labelo das flores, nas cores creme, amarela, bege, e quase branca, que são resultados de cruzamentos. Quando adubada com produtos químicos, a maior quantidade de fósforo auxilia na floração. São cultivadas principalmente em vasos altos e colocados no exterior. São de crescimento simpodial, constituídas por pseudobulbos aéreos de onde saem folhas finas e compridas com uma dobra longitudinal. As hastes florais nascem na base dos pseudobulbos e dão diversas flores em cada haste. A mudança de vaso pode ser feita a cada dois anos. As folhas podem ser atacadas por cochonilhas, aranhiço vermelho e tripés. Podem-se aplicar inseticidas específicos para essas pragas. Se as folhas ficarem amarela ou com manchas na zona da curvatura, significa que estão muito expostas á radiação solar. O ideal seria mover para um local mais sombrio. A propagação pode ser feita separando os pseudobulbos em grupos de três. A nova planta leva até de dois a três anos para florir. A época da floração é entre o outono e inverno.

Nome científico: Cymbidium spp
Nomes populares: cimbídio, orquídea-cimbídio
Família: Orchidaceae
Categoria: flores perenes, orquídeas
Clima: Mediterrâneo, Subtropical, Temperado, Tropical
Origem: Ásia, Himalaia
Altura: sei a nove metros
Luminosidade: meia sombra
Ciclo de vida: perene
Fontes: